Resident Evil: Operation Raccoon City traz a intensa ação em terceira pessoa característica da série, e trazendo devolta os eventos de Resident Evil 2 e 3. Desta vez o trabalho em equipe é essencial, uma jogabilidade aprimorada permite o jogo em co-op oferecendo uma nova experiência aos fãs desta renomada série.
por Daniel Reininger Nada melhor do que a época do Halloween para falar de Resident Evil. Enquanto o 6 ainda está distante, temos RE: Operation Raccoon City chegando e com ele a Capcom pretende levar sua icônica franquia de survival horror para uma direção...
Operation Raccoon City promete inovar e retornar às raizes ao mesmo tempo
por Daniel Reininger
Nada melhor do que a época do Halloween para falar de Resident Evil. Enquanto o 6 ainda está distante, temos RE: Operation Raccoon City chegando e com ele a Capcom pretende levar sua icônica franquia de survival horror para uma direção totalmente nova, ao mesmo tempo em que procura retomar a elementos do passado e de quebra permitir aos jogadores mudar o curso da história.
Isso mesmo, com Resident Evil: Operation Raccoon City, você não só entra no comando de agentes da Umbrella Corporation, como também encontra e enfrenta heróis e vilões do passado. Maravilha!
Embora produtores da Capcom descrevam o novo game como um retorno às origens, a jogabilidade mudará afinal agora você faz parte de um esquadrão. A questão é a seguinte: você assume o papel de um dos quatro agentes da Umbrella, cada um com uma especialização (médico, stealth, vigilância e ataque pesado) e parte em missão na famosa cidade para proteger os interesses da Umbrella enquanto enfrentam zumbis, Hunters e outras criaturas.
É bom lembrar que desde o início da série a história sempre teve uma grande importância no universo geral de Resident. Em Operation Raccoon City a coisa é um pouco diferente e apesar de revisitar uma das eras mais icônicas da franquia, entre o 2 e o 3, é diferente dos prólogos lançados anteriormente, como Resident Evil Zero, pois desta vez os jogadores podem realmente mudar as coisas. Matando, por exemplo, personagens famosos, como Leon Kennedy, que aparece em Residente Evil 4 (que se passa anos depois dos eventos de Raccoon City).
Ou seja, isso coloca o game em uma espécie "realidade alternativa", apesar do produtor do jogo ter dito que novos detalhes sobre o universo de Resident Evil seriam revelados. Claro que isso dá uma margem para a Capcom viajar na maionese e, caso os fãs não curtam as novidades, falar que foi apenas um jogo “paralelo” sem ligação com a trama real. Safadinha.
Muitas das mudanças se devem aos novos produtores do jogo: a Slant Six, famosos pela série SOCOM. Essa parceria dá continuidade à tendência da Capcom de trabalhar junto com desenvolvedores ocidentais em grandes franquias.
A pergunta que não quer calar é: o que está realmente mudando? Bem, de fato teremos algumas novidades significativas e embora Operation Raccoon City pretenda supostamente voltar às raízes da série, a Capcom está fazendo as coisas de maneira muito diferente do que se esperaria.
Uma certeza é que a grandiosidade dos dois últimos jogos ficou de lado em pró de uma abordagem mais contida. Isso não significa que a ação será diminuída, porém os controles deixaram as batalhas mais rápidas.
A maneira como se controla o personagem está bem diferente. Pela primeira vez é possível andar e atirar ao mesmo tempo, se abaixar com mais facilidade atrás de coberturas e até mirar sem scope. Além disso, a movimentação dos personagens está muito mais rápida do que nos jogos anteriores, dando a Raccoon City uma ação mais intensa. Interessante é que com isso suas táticas vão mudar completamente - e fugir passa a ser uma opção viável.
Então a Capcom se contradiz quando afirma que o jogo terá menos ação e mais elementos dos antigos? Não necessariamente. Certamente os combates foram modificados, mas isso não significa que eles serão constantes. A editora prometeu veementemente que o produto final não será de ação e pelo que vimos existem mesmo muitos momentos de tensão sem combate.
Resta saber se a Capcom e a Slant Six podem realmente fazer algo que não só difere das duas últimas entradas da franquia, mas ainda consegue manter as bases da marca. É fato que se se ficar muito diferente a galera certamente vai chiar.
Mas parecem não haver motivos para reclamar. A atmosfera de Operation Raccoon City será muito diferente da de RE5. Mais similar aos jogos antigos - ou mesmo do remake de Resident Evil para o GameCube – quem os jogou já sabe o que encontrará por aqui
Outra questão que poderia ser interessante é um modo Multiplayer, e é claro que ele estará no jogo, certo? Sim, os modos cooperativos e versus serão incluídos. Inclusive com a possibilidade de quatro contra quatro no modo online. Tudo está funcionando extremamente bem, diga-se de passagem, e a jogabilidade é apropriadamente energética e o mundo é a cara de Resident Evil.
Misturando novos elementos e ao mesmo tempo voltando ao survival horror, RE: Operation Raccoon City pode cair no limbo caso não saiba para onde realmente seguir. Se funcionar como gostaríamos será simplesmente lindo de se ver, porém o fracasso é uma possibilidade terrivelmente real.
Só nos resta esperar e torcer. Por enquanto o game chega em algum momento de 2012. Ah sim, ele é para PlayStation 3, PC e Xbox 360.