Edge of time te dá o controle do Homem-Aranha tradicional e do Homem-Aranha 2099, que vem do futuro. A história tem como tema principal o tempo.
Ela, escrita pelo veterano da Marvel, Peter David, conta a trama de um cientista da Alchemax, Walter Sloan, que pretende viajar no tempo até os dias de hoje e fundar a empresa maligna muito antes do que realmente aconteceu para dominar o mundo.
No processo, o Homem-Aranha original acabou morto e agora o jogador deve corrigir a linha do tempo.
Por Rodrigo BrasilienseA coisa já começa assim: Nosso bom e velho Homem-Aranha caindo no pau contra o Venom no que parece ser uma estação tecnológica. O Venom em questão não é aquele que conhecemos, quer dizer, ele até parece ser,...
PREVIEW
Por Daniel Reininger Depois do sucesso de Spider-Man: Shattered Dimensions, era de se esperar que a Activision investisse em novas aventuras do aracnídeo da Marvel. Então não foi surpresa quando Edge of Time foi anunciado. Só que se você pensa o jogo é uma a...
Nenhum vídeo para o jogo
17 de Outubro de 2011 16:56
O Homem-Aranha já teve tempos mais gloriosos
PRÓS
-- A interação entre os dois Aranhas é original -- Dublagem dos personagens é de primeira
CONTRAS
-- Só seis horas? Só seis horas -- Desafio simples e repetitivo -- Áreas fechadas demais não facilitam para o Aranha
Por Rodrigo Brasiliense
A coisa já começa assim: Nosso bom e velho Homem-Aranha caindo no pau contra o Venom no que parece ser uma estação tecnológica. O Venom em questão não é aquele que conhecemos, quer dizer, ele até parece ser, tirando pelo fato de ser todo branco. Se ele foi criado para o jogo ou já existia nos quadrinhos, não sei dizer (fãs do Aracnídeo, me ajudem), o que eu posso dizer é que Peter leva um couro e quando Miguel O’Hara, o Homem-Aranha de 2099, chega para ajudá-lo, já é tarde demais.
Aí você me pergunta: “Como assim? Peter Parker e Miguel O’Hara, dois homem-aranhas de universos distintos agindo juntamente?”Isto mesmo, a premissa de Spider-Man: Edge of Time é exatamente esta. Quase como uma sequencia do divertido Spider-Man: Shattered Dimensions, esta aventura traz de volta dois de seus protagonistas em uma força conjunta para impedir que Walker Sloan, um cientista frustrado da corporação Alchemax, natural do ano 2099, retorne e funde sua empresa durante a década de 70, alterando o futuro como ele bem entender.
Mas espera aí: “Se você voltar ao passado e alterar acontecimentos, você simplesmente cria uma realidade alternativa”, diz Miguel em um dos trechos do jogo. Então como o vilão consegue? Porque, ora, o cara descobriu uma tecnologia de portais que impede que isto aconteça... pois é, vai saber. O que interessa é que isto da pano para os dois Aranhas conversarem entre si enquanto cumprem seus objetivos, um dos elementos mais divertidos do jogo, já que as personalidades se contrastam fortemente. Peter sempre brincalhão, já Miguel com uma postura que deixaria o Batman orgulhoso.
E este é o maior problema do jogo, ele fica só nos planos, só na tensão e pretensão. O começo ilustra isto muito bem. Após a batalha pela vida de Peter, você controla Miguel que da lindos saltos pela cidade cyberpunk de Nova York em 2099, mas na hora do vamos ver, você fica bons minutos engatinhando por tubulações e investigando cenários fechados e sem muita graça.
É como se toda aquela variação de Shattered Dimensions fosse esquecida de um momento para outro. Ambos os Aranhas funcionam parecidos, e umas das melhores coisas, que é manobrá-los por espaços abertos, simplesmente não ocorrem tanto quanto deveriam. A maioria do jogo é combate e combate. Claro, isto não seria ruim, afinal já tivemos jogos bons do Aranha assim, mas o problema é que a coisa é simples e repetitiva, por quatro paredes que nem sempre tem o detalhamento que mereciam.
Triste é que a idéia do jogo é boa. Pense comigo, em determinada parte, Miguel se encontra cercado por mutantes dos mais feios possíveis. A coisa está para piorar ainda mais, quando você, agora no controle de Parker, se ve com a missão de acabar com o projeto dos soldados mutantes durante o passado, cessando a existência dos monstros no futuro. Bem pensado? Com certeza. Agora, bem explorado já é outros 500.
Basta olhar para o jogo que você vê cujo, pelo menos 50% dele foi reutilizado de Shattered Dimensions, ou seja, o time de produção já gastou menos tempo. Então porque não aproveitar essa ociosidade para criar um sistema real no qual você pudesse alterar o futuro? Teria mantido tudo mais divertido, menos previsível. Teria faturado uma nota maior ali em cima. Da para dizer que está na média. O trabalho sonoro, sem dúvidas, se sobressai sobre o visual que, como já dito lá em cima, peca pela falta de detalhamento nos cenários e o excesso de efeitos em ambos os Aracnídeos. Peter tem sombras de mais com seu sentido aranha, e Miguel parece um poste luminoso de balada de tanto que brilha neon. Não que o jogo seja difícil, mas os efeitos conseguem distrair durante algumas das batalhas que exigem mais habilidade do jogador.
Saindo antes do tempo: Spider-Man: Edge of Time é uma aventura que, para variar, vai apelar para os eternos fãs do herói criado por Stan Lee, não é por menos. Afinal, qualquer outro jogador que busca uma experiência boa de ação vai sair decepcionado, não só levando em consideração a jogabilidade, mas também a duração do jogo, que, chutando bem alto, se estende por apenas seis horas. No mais, é torcer para que o surto de criatividade que a Beenox teve com Shattered Dimensions retorne... Ou pelo menos a preguiça passe.
27 de Setembro de 2011 15:10
Spider-Man: Edge of Time não é uma sequência, mas deve melhorar tudo que vimos em Shattered Dimensions
Por Daniel Reininger
Depois do sucesso de Spider-Man: Shattered Dimensions, era de se esperar que a Activision investisse em novas aventuras do aracnídeo da Marvel. Então não foi surpresa quando Edge of Time foi anunciado. Só que se você pensa o jogo é uma a sequência, está enganado, ou é o que a Beenox quer que você acredite
O game mantém a fórmula de sucesso do jogo anterior para colocar Peter Parker em uma viagem pelo tempo com o protagonista de 2099. Ou seja, não é uma continuação, mas na verdade é. Ou melhor, a história não tem ligação.
O negócio é o seguinte: em 2099, um cientista da Alchemax,Walter Sloan, pretende ganhar poder e fortuna viajando no tempo até os dias de hoje, quando usará seu conhecimento e tecnologia para fundar a empresa maligna muito antes do que realmente aconteceu e assim mudar, leia-se dominar, o mundo.
Isso faz com o futuro se torne um lugar sombrio controlado com mão de ferro pela companhia. Miguel O'Hara, o aracnídeo de 2099, descobre os planos do vilão e percebe que a única chance é voltar no tempo e impedir Walter Sloan de eliminar Peter Parker, para que, juntos, os dois Aranhas salvem o dia.
Spider-Man: Edge of Time tem uma jogabilidade muito similar a Shattered Dimensions e isso é ótimo. Na versão clássica dos quadrinhos, o Homem- Aranha é acrobático, usa ataques com teias, pula pelos prédios e consegue se livrar de grupos de inimigos sem mesmo tocar o chão. Já no universo de 2099, Spider é tão veloz quanto, mas a ênfase está nos combates melee e aéreos e nas sequências de ação em queda livre e super velocidade.
É claro que os novos cenários e vilões devem mudar um pouco a mecânica, como em um caso em que o Aranha clássico luta contra um protótipo de robô em seu tempo. A vitória de Peter Parker faz a mesma versão do robô em 2099 desapareça. Além disso, enquanto a jogabilidade parece a mesma, os novos movimentos prometem garantir alguma noção de novidade para a galera.
Pelo que pudemos ver, os modelos dos personagens de Edge of time são praticamente iguais a suas contrapartes em Shattered Dimensions, com mais detalhes e visual atualizado, claro. Outro ponto detalhe curioso é a dublagem, dois atores que interpretaram o aracnídeo retornam. Lembrem-se: para Beenox essa não é uma continuação. O bônus fica por Kate Sackhoff, famosa por seu papel como Starbuck em Battlestar Galactica, no papel de Black Cat.
Ao contrário de Shattered Dimensions, com seus quatro personagens e fases criadas com base em um chefe, mas sem uma história muito forte, Edge of Time promete uma trama mais complexa, maior imersão e, o melhor, a mesma diversão, mas com algumas novidades que prometem melhorar a experiência.
Por exemplo, os desafios estão de volta com novidades nesse jogo, aquelas salas onde é preciso coletar todas as orbes de uma sala antes que o tempo acabe. O detalhe é que você ainda cruza com essas tarefas durante as fases, mas uma vez que você as encontra, você pode voltar para o menu e acessá-las de lá. Isso será ótimo para quem quer ganhar um pouco de XP para habilitar novos movimentos e upgrades e não quer ficar rodando as fases em busca deles.
É impossível não comparar Edge of Time com Shattered Dimensions, mesmo que a Beenox afirme se tratar de algo diferente. O visual, os vilões, os cenários e a jogabilidade estão ótimos e tudo indica que essa "sequência" será tão boa, ou melhor, que o original. Ou assim esperamos.
Spider-Man: Edge of Time será lançado em 04 de outubro para 3DS, PS3, DS, WII e Xbox 360.