PRÓS
Quem dera!
CONTRAS
- Personagem duro; sem movimentos livres
- Trilha sonora repetitiva
- Muita quadradeira para essa geração
por Vanessa Lee
Algumas pessoas pensam que quando um filme é bom e ele é adaptado para os games, o sucesso entre um e outro é o mesmo. Mas não é por aí.
Thor: God of Thunder chegou aos consoles sem conseguir atingir o realismo que o diretor Kenneth Branagh transportou para as telas. É triste saber que um projeto com um potencial Marvel, cairia de mau jeito nas mãos da Liquid Entertainment.
A desenvolvedora americana não soube aproveitar o momento, e parece que tudo foi feito na pressa de quem precisava entregar o produto logo. No jogo não há capricho algum, nem nos gráficos e nem no roteiro. Roteiro original, diga-se de passagem, pois por mais que seja inspirado na história que foi para os cinemas, a mecânica se desenvolve diferente. Não podemos crucificar o jogo pela originalidade e sim pelo mau gosto mesmo. O erro na sustentação da atenção do jogador já se mostra no início, no qual gráficos feios dão um desgosto muito grande para o visual que o personagem requer. Vide seus quadrinhos.
A premissa do jogo, por não ser igual a que foi feita no cinema, deu a desenvolvedora maior liberdade criativa para colocar o herói nas mais diferentes situações. Com isso, podemos ver o filho de Odin visitando variados locais do mundo dos deuses. O que dá uma imersão maior dentro do que se conhece nas HQs.
O título quis se aproximar da jogabilidade vista em God of War, tanto pela temática quanto pela próprio estilo de gameplay, mas não deu. O que nos mantém com as mãos no joystick são as lutas contra os titãs que aparecem pelo caminho do personagem e os quais devemos nos ater em exterminar, porém a experiência se torna repetitiva e sem muita inovação. Os chamados “gigantes colossais” poderiam ter salvado a pátria não fossem seus ataques claramente padronizados e sem destreza.
Para quem gosta de “upar” poderes, esse é um motivo para se divertir, ao menos um pouco, com Thor. Pois ele tem o mesmo sistema de upgrade de Spider-Man: Shattered Dimensions, pelo qual você controla a intensidade dos poderes do Deus do Trovão, dando a ele recursos para conseguir se defender ou avançar sobre o oponente.
Fora isso, o novo jogo distribuído pela SEGA é uma diversão morna, bem morna. Porém, se você tem um filhinho pequeno ou um sobrinho que queira aprender a jogar jogos de aventura, pode ser que esse seja o game que dê o ponta-pé inicial.
Com frases que já viraram clichês, como “Em nome de Odin” etc, Thor: God of Thunder não impressiona na prática o que foi vendido em seu trailer. É o velho caso de comprar um livro apenas pela capa.