Max Payne retorna em uma história ainda mais obscura e violenta que seus dois primeiros mergulhos pela escuridão do crime organizado.
O jogo apresenta um Max ainda mais paranóico e vingativo, pela primeira vez viajando o mundo para resolver um caso que pode estar ligado com os piores eventos de sua vida. O jogo traz de volta o famoso Bullet Time, que surpreendeu o mundo anos atrás, redefinido e melhorado.
Por Daniel Reininger Max Payne é uma franquia que todos amam, mas 10 anos depois era difícil parar e pensar nele. Desde a aventura no PC e PS2, pouco se falou do jogo e as novidades nunca passaram de rumores. Mesmo assim, alguns esperavam pelo seu retorno. Só foi...
Mesmo que na "ensolarada" São Paulo, Max Payne voltou
Por Daniel Reininger
Max Payne é uma franquia que todos amam, mas 10 anos depois era difícil parar e pensar nele. Desde a aventura no PC e PS2, pouco se falou do jogo e as novidades nunca passaram de rumores. Mesmo assim, alguns esperavam pelo seu retorno. Só foi a Rockstar Games falar de Max Payne 3 que todos, sem exceção, viraram os olhos para a empresa. Pelo visto, toda essa atenção será recompensada.
Se você passou um tempinho fora do ar, pode não saber que Max Payne 3 se passa em São Paulo. Sim, a cidade brasileira mesmo. No entanto, eles retrataram a metrópole como um lugar ensolarado, com bandidos e favelas claramente inspiradas em outras capitais do Brasil (sem falar em uma camiseta de um time de futebol com as cores grená, verde e branco e um baile funk que apareceram no trailer) e por essas e por outras os fãs estranharam. Os gringos ficaram com pé atrás pelo fato de ser uma ambientação absurdamente diferente do que estão acostumados enquanto os brasileiros temeram por ver sua maior cidade representada de forma irreal, misturando clichês clássicos de nosso país de forma nada agradável.
Felizmente, ainda não sabemos se a coisa ficará tão "errada" como pareceu pelo trailer, mas o que sabemos é que a nova jornada de Max se passa vários anos após os acontecimentos do segundo game da série. O ex-detetive se afundou ainda mais na bebida e nunca esteve tão perdido na vida. Por isso mesmo ele está todo diferente. Mais velho, careca, barrigudo, mais acabadão mesmo. Ainda assim, com todas essas diferenças, a sensação de história Noir e a trama de um homem sem nada a perder continuam as mesmas.
Tudo começa no zuado apartamento de Max em New Jersey em uma noite escura e com neve. Um amigo aparece para um drink e oferece a Max um trabalho de guarda-costas no Brasil. No entanto, antes de qualquer coisa decisão ser tomada, um chefão da máfia aparece culpando Max pela morte de seu filho. Claro que rola um tiroteio básico e assim começa a jornada de Max em terras tupiniquins e seu novo visual a La Bruce Willis.
O mais importante de tudo é que Max Payne 3 mantém o "feeling" dos dois primeiros jogos e traz aspectos familiares de volta, como a barra de vida (uma silhueta que se preenche a cada dano tomado), os analgésicos (representados por um número na tela) o famoso Bullet Time, a capacidade de desacelerar o tempo para saltar pelo ar e detonar seus inimigos.
Até três armas podem ser equipadas ao mesmo tempo e seu acesso é fácil graças à seleção circular, aquela que você roda para escolher o que quer usar. Isso ainda permite combinar armas, ou usar duas ao mesmo tempo.
Entretanto, nem tudo será igual aos anteriores. A empresa que publicou L.A. Noire está procurando inovar em mais aspectos do que só trazer a aventura para São Paulo. O efeito Bullet Time, por exemplo, parece melhor do que nunca. Claro que muito pode ser atribuído ao fato do jogo estar em alta-definição e os ambientes explodirem com as balas, mas a Rockstar adicionou algo chamado "Natural Motion" que faz com que cada passo de Max pareça extremamente realista.
Claro que não é só isso, mas como a Rockstar não fala muito de seus jogos, o resto é segredo. Mas sabemos que a fidelidade visual, pelo menos em relação às animações dos personagens, está espantosa. A ponto dos buracos de bala aparecerem em sua camisa. Sério.
Outra grande mudança são as cutscenes em formato de quadrinhos que complementam a trama e não são mais imagens estáticas. Pois é. Estilizados em painéis, uma das novidades é que algumas das palavras faladas por Max pulam na tela como textos de um tabloide.
Estão garantidos momentos incríveis como um homem-bomba em um prédio de apartamentos e grandes combates corpo-a-corpo. Com tudo isso é impossível não ficarmos ansiosos com o retorno do bom e velho Max Payne no auge de sua boa forma (o jogo, não o personagem). O vicio, o crime, a conspiração estão de volta e com isso podemos dizer com todas as letras que Max Payne voltou.