PRÓS
A cidade é bonita (pelo menos)
Dura cinco horas apenas
CONTRAS
Mecânica cansativa e repetitiva
Poucos tipos de inimigos
Até o preço do jogo é injusto
Cadê o ator principal do filme?
Terminator Salvation é um caso à parte. Sabe o que o jogo me lembra? Aqueles livros clichês adolescentes voltados para meninas, nos quais elas se apaixonam à primeira vista por um cara bonito, apenas para descobrir que ele não presta. Entende? Certo, talvez eu tenha ido longe demais na metáfora - então o que quis dizer é que, ironicamente, à primeira vista, este jogo baseado no filme dos cinemas (lembra do tabu?) pode parecer grande coisa.
Só que não é, de forma alguma. Mas vamos por parte, afinal, não queremos que detalhe algum passe despercebido.
Então, para começo de conversa, o enredo detalha o mundo pós-apocalíptico de John Connor dois anos antes dos acontecimentos mostrados no filme, especificando o caminho do herói de soldadinho nada importante até líder da humanidade. E apesar de tudo, Christian Bale não participa de nada, nem com suas feições, nem com sua voz (o trabalho de som é meio capenga). Falta de verba ou frescura do ator? Vai saber, mas eu acredito mais na primeira opção, dado que Bale já afirmou ser um grande fã de videogame (não, não foi em um comercial da Nintendo).
Como dito antes, a visão inicial agrada. Imagine, você vê uma Los Angeles, completa com seus cartões postais, totalmente arruinada. Os cenários são detalhados, convencem, e dificilmente se mostram repetitivos. Quanto aos modelos de personagens, bom, não é aquela coisa, mas dá para passar despercebido frente a arte dos ambientes. O que não dá para deixar passar, entretanto, é a jogabilidade altamente repetitiva. Sim, pois falamos de um daqueles jogos nos quais você não vai amaldiçoar o fato dele durar apenas cinco horas.
Com exceção dos momentos nos quais você monta na garupa de uma pick-up com uma metralhadora montada, tudo que você faz é correr, atirar e ficar escondido atrás de barricadas. Eu sei que isso soou idêntico a Gears of War, mas a coisa aqui não tem nem metade do carisma. Dá para dizer que o jogo tem apenas três inimigos diferentes, os famosos andróides T-600, os chamados Hunter-Killers (que parecem mais ter saído da franquia The Matrix) e os bots voadores. Claro que o jogo tem suas participações especiais, mas que não mudam nada, você vai continuar encontrando as figurinhas carimbadas até o fim.
O jogo também é preguiçoso, então, ao invés de jogá-lo sempre em situações e emboscadas diferenciadas, ele simplesmente faz a mesma coisa sempre, obrigando você a só mudar de munição para derrotar os inimidos com mais eficácia, do tipo: você destrói os bots voadores com tiros de espingarda, derrota os temidos T-600 com explosivos e os Hunters com tiros normais, metralhando seus pontos fracos. Simples assim. O padrão apenas se repete até que você finalmente se irrita.
E só. Nada mais presta. A ponto de você se revoltar pelo jogo custar o preço de um jogo inteiro. O jogo tem até um modo cooperativo, mas quem realmente seria infeliz o suficiente para sofrer o jogo todo com você?
No fim do mundo: Termination: Salvation tem esse nome apenas por ironia, porque ele só ajuda a afundar mais famoso nome dos cinemas. É até que um jogo bonito, mas é repetitivo ao extremo e apela para uma fórmula que até os mais fanáticos pela franquia bocejarão. O enredo até tenta ser emocionante, mas a única coisa que você acaba torcendo de verdade é para que o jogo termine logo. Compre apenas se você for um belo de um masoquista.