PRÓS
Novos instrumentos
Composição de músicas
Baixar músicas de outros jogadores
Lista de músicas bem diversificada
CONTRAS
O jogo não mudou quase nada
Inovações nada inovadoras
Depois do sucesso alcançado pelo primeiro Guitar Hero, as coisas mudaram um pouco para o universo dos jogos. Para um ramo que começou emulando o sucesso de grandes grupos por meio de bandas cover, nada mais irônico ver a situação de hoje: bandas correm pelo privilégio de estrelar um jogo da série. As coisas ficaram ainda melhor quando Rock Band introduziu a possibilidade de se jogar com um microfone e uma bateria, completando a banda, e conseqüentemente deixando seu concorrente para trás. E então o gênero estagnou.
Agora, quase um ano passado, Guitar Hero retorna com todas as atrações de seu concorrente e suas próprias fichas para aposta. Será que deu certo? Acompanhe.
Para começo de conversa, Guitar Hero World Tour vem em duas formas: o pacote com os instrumentos ou o jogo normal sozinho. O jogo é compatível tanto com os instrumentos das versões antigas quanto os do rival Rock Band e, contrário ao que muitos comentaram, você pode jogar perfeitamente com a bateria de Rock Band mesmo com a falta dos cimbals, presentes apenas na nova bateria de World Tour.
Aliás, as inovações de World Tour não são tão novas assim. Além dos já comentados cimbals que servem mais para acionar o especial da bateria, há uma série de novos truquezinhos para se fazer com a guitarra e o baixo, mas nada que acrescente realmente à experiência. O que vale ser comentado mesmo é a customização de personagens detalhada ao extremo. Você pode criar seus próprios instrumentos e até mesmo as reações do seu personagem sob derrota ou vitória. Também vale comentar o chamado Music Studio, que permite ao jogador encarnar o roqueiro interior e desbravar os mistérios da música, criando suas próprias músicas.
O que pode impedir você de se divertir instantaneamente com o modo é a curva de aprendizado deste. Você precisa gastar várias horas, ou mesmo dias, até entender realmente como casar as notas de forma coesa. Se mesmo assim não der, você pode sempre baixar gratuitamente as músicas criadas por outros usuários e, devo dizer, algumas realmente bem compostas, isso considerando que o jogo lançou agora. Imagine daqui a dois meses.
Porém, se você não achou nada do que foi citado nos últimos parágrafos divertidos e só quer realmente tocar músicas, saiba que será muito feliz, pois Guitar Hero World Tour continua fazendo com excelência o que nasceu para fazer. Uma lista de 80 músicas (todas master tracks), com bandas como Metallica, Oasis, No Doubt, The Eagles, Foo Fighters, e até Michael Jackson aparece neste jogo. Como não sou crítico de música, não vou comentar da seleção, mas dado que você goste do estilo, posso garantir muitas horas de diversão (e risadas) enquanto você e seus amigos tocam e cantam como loucos as nostálgicas Hotel California, ou About a Girl.
Visualmente o jogo também saltou uma grande distância. Fiquei surpreso ao perceber que o vocalista da banda mexia os lábios de acordo com as palavras das músicas, nada como um lip sync bem feito. A animação em si também apresenta melhoras significantes, os personagens são muito mais humanos, e até a galera que acompanha sua banda pula mais convincente. Podemos dizer que o jogo não é nenhum colosso gráfico, mas ilustra competentemente os vários ambientes que sua banda toca.
Somando as notas após o show: Guitar Hero World Tour não quebra nenhuma barreira e não leva o gênero níveis adiante, mas ainda assim é uma experiência e tanto para os entusiastas da música. O melhor de tudo, com certeza, é poder baixar as centenas de criações musicais de outros jogadores, coisa que manterá o jogo vivo por muito, mas muito tempo.