PRÓS
Jogabilidade tenta fazer diferente
Variedade multiplayer
Diálogos dos protagonistas
CONTRAS
Desafio sem muita variação
Humor negro pode incomodar alguns
Inimigos gritam de forma irritante
Army of Two é um shooter diferente do convencional em muitas maneiras. Algumas boas e outras não tanto, mas ainda assim tenta fazer diferente e merece créditos por isso. Assim como Double Dragon, Tartarugas Ninja e outros clássicos do passado, trata-se de um game que você terá muito mais diversão quando jogado com um amigo. Mas antes de entregar o ouro, vamos ao review:
Você encara o jogo como Salem e Rios, dois mercenários fanfarrões que ganham dinheiro matando bandidos. A vida estava tranqüila para os dois soldados, uma guerra aqui, outra acolá, quando de repente ambos notam que seus passos parecem estar sendo previstos e cada vez mais os inimigos sabem onde a dupla vai aparecer. Sem muito drama, ambos descobrem que a organização na qual eles trabalham está comprometida e, além de lutar suas guerras para ganhar mais dinheiro, você deverá descobrir o impostor que busca a queda de seu exército mercenário.
Army of Two não é um game que se leva realmente a sério e para ser sincero, às vezes cruza a linha do humor e o humor negro, quando os protagonistas fazem piadas sobre o exército americano e satirizam toda a guerra do Iraque. Para nós brasileiros tudo acaba sendo realmente cômico, mas o que diria o americano ou qualquer outra família que teve um ente morto no conflito? Dificilmente ouviríamos risadas. Mas de qualquer forma, a jogabilidade do game é simples e prioriza fortemente a interação entre você e seu companheiro, que pode ser controlado pela inteligência artificial ou por algum amigo.
Basicamente, para sobreviver, você deverá arquitetar jogadas com seu parceiro, de forma que ele atraia a atenção dos inimigos e assim você possa metralhar a tudo e todos sem muitos problemas. É um esquema definitivamente interessante e traz um toque todo tático ao game, porém, ele deixa de realmente brilhar devido ao fato do game obrigá-lo a utilizar o esquema sempre, tornando qualquer outra ação inútil.
Quer um exemplo? Se em algum momento você decidir correr e atirar para abater seus inimigos mais velozmente, pode contar que é morte na certa, isto graças a mira telescópica de todos os inimigos. Como se isso já não fosse suficientemente explicativo, mirar enquanto se movimenta no jogo é algo impossível de se fazer, ou seja, o jeito é jogar pelas regras que o jogo impõe.
Pelo menos, no que diz respeito a resposta dos controles, ambas as versões atuam perfeitamente. Fora isso, você também pode gastar o dinheiro ganho a cada inimigo morto comprando novos upgrades, desde novas máscaras (a dupla faz questão de usar máscaras no melhor estilo Jason) até os clássicos armamentos pesados, que vão desde melhoramentos para seu fiel rifle de assalto aos poderosos lançadores de granadas.
Army of Two é também bem curto, mas chega a compensar por ser um jogo que empolga para se terminar novamente, caso você tenha fechado a primeira vez sozinho. Este também conta com um modo on-line até que competente, com modos interessantes como no qual várias duplas competem para ver quem mata mais inimigos, resgata reféns, ou mesmo desativa bombas, como em Counter Strike. Claro que para os mais competitivos, o título também vem completo com o modo versus, mas este acaba enchendo muito mais rápido do que os comentados anteriormente, simplesmente por ser, bem, simples. Você corre, mata e mata mais um pouco. Nada que outros não fizeram antes e muito melhor.
Visualmente o game se mostra basicamente idêntico em ambos os consoles, com o PS3 superando levemente o Xbox 360, dado sua maior definição. Não que Army of Two chege a ser impressionante, claro, pois o game se mostra modesto em todas suas áreas, com texturas simples, mas que também não fazem feio e apelam para um visual realista e sério, mesmo com toda a abordagem cômica.
A única coisa que chama realmente atenção é a forma como o game permanece sólido mesmo com a ação mais explosiva acontecendo ou mesmo quando muitos inimigos atacam ao mesmo tempo. Do ponto de vista sonoro, o game acerta fortemente com o diálogo ácido dos dois protagonistas, mas ao mesmo tempo ele força você a ficar de saco cheio de ouvir sempre os mesmos gritos esganiçados vindos de seus inimigos.
Somando o um mais um: Army of Two é um shooter simples que tenta explorar o lado mais tático do que o clássico tiroteio desenfreado. Ele consegue em partes e falha por obrigar o jogador a recorrer sempre a mesma saída. Se você é do tipo que busca uma ação sem muita diversidade, esse é seu game. Para os outros, nada que uma alugada para o fim de semana não baste.