PRÓS
Gráficos nunca visto antes
Trilha sonora excelente
Ação única e cativante
AI desafiadora
Multiplayer viciante
CONTRAS
Ainda não encontrado
Essa é a história de um mundo desconhecido para nós terrestres. Um mundo que certo dia simplesmente fora invadido pela terrível força dos Locust, uma raça de guerreiros ferozes que atacavam vindo de nada mais nada menos que o subsolo. Depois de anos em guerra e uma civilização perdida, você, Marcus Fenix, preso por desacatar as ordens do exército, é libertado para fazer o que faz melhor, matar os invasores.
Assim começa Gears of War, o dito game de tiro definitivo para Xbox 360. Assim como Halo, é difícil não pensar em GOW e não recordar-se do atual e poderoso console da Microsoft. Desde que apresentado o jogo chamou atenção por seus gráficos mais do que detalhados e sua ação gratificante, envolvente e mais do que tensa, transformando-se num dos ícones instantâneos do console. E, ao invés de fazer perguntas e mistério, já falo desde o começo: Gears of War vale cada centavo e paga cada uma das promessas feitas pelo excelente time de produção da Epic.
Para começo de conversa, considere GOW o jogo que realmente trouxe tudo que era esperado da mítica "nova geração". Os cenários são cativantes, são massivos, detalhados e atmosféricos. O mundo destruído pela guerra é visível a cada passo dado. Os personagens são grandes, carismáticos e se movem como humanos realmente se moveriam, e esse é só o começo. Exemplos não faltam, como os raios cortando o céu em uma noite de tempestade, esta que toca todo o cenário, dificulta sua visão e revolta as águas do rio que você esta cruzando.
Se isso não for suficiente, há os efeitos de calor quando se enfrenta missões no subterrâneo. As formações rochosas, o magma que borbulha e pinta de laranja as cavernas. Os inimigos também são um show de detalhes - pesados, sem piedade e intimidadores. Simplificando: Já ouviu falar da famosa CG ambulante? Assim como foi com Metal Gear Solid 2 no PlayStation 2, Ninja Gaiden no Xbox e Resident Evil no GameCube, ambos em suas épocas, Gears of War é a definição de excelência gráfica tanto para o Xbox 360 quanto para o início dessa nova geração.
E se você é daqueles que adora mandar a velha e manjada história do "gráfico não é tudo", saiba que GOW não lhe desapontará, pois a jogabilidade segue facilmente a grandiosidade dos gráficos, tanto no solitário Single Player, quando no aclamado Multiplayer.
O jogo é sempre desafiador não importa a dificuldade. O núcleo de Gears of War é correr, esconder e atirar. Basicamente seu melhor amigo durante todo o game será um muro de concreto, pois quando você estiver longe deles estará praticamente morto. Até mesmo os soldados mais fracos dos Locust acertam você facilmente quando dada a brecha. Assim como Halo 2 e seus seguidores, a vida em Gears of War pode ser recuperada com tanto que você tome alguns segundos para descansar.
Falando um pouco mais dos inimigos, eles são vários, dos simples soldados, a monstros que andam e saltam pelas paredes, soldados gigantescos portando lança-mísseis, e meus preferidos: Os berserkers, seres gigantescos que não possuem visão e atacam ao ouvir o menor ruído. Um soco desses camaradas e é retry garantido. Os Locust todos agem de forma interessante, com seus jogos de estratégia e movimentação tática.
A única falha é que os inimigos tendem a não notar o resto do mundo enquanto estão escondidos, ou seja, ocasionalmente, se você pegar um soldado Locust por trás enquanto ele está escorado na parede, você poderá metralhá-lo até a morte que ele morrerá sem saber o que o atingiu. Mas isso não é nada perto de toda a experiência do jogo, ainda mais considerando as batalhas contra os gigantescos chefes ou algumas fases a bordo de veículos que impedem o jogo de cair na mesmice.
Gears of War é exatamente como seu irmão de iniciais, God of War. Um jogo que não traz algo milagroso ou inovador, porém, se destaca (e muito) entre a concorrência por fazer mais do que bem feito o que nasceu para fazer.
Não há como não se empolgar durante o tiroteio, com você e seus companheiros metralhando hordas dos Locust. A combinação toda do game é daquelas que não erra. A câmera sempre pegando o melhor da ação, a animação concisa e empolgante dos personagens, os inimigos inteligentes, o visual sempre vivo, traduzindo: Tudo conspira para que os jogadores experimentem uma das melhores ações já vistas em um game de tiroteio e ação.
Das armas, leia-se as versões futurísticas das clássicas shotgun, sniper rifle e assim por diante, a estrela é o rifle principal dos heróis. Não bastando ser um rifle rápido e preciso, ele tem montado como baioneta uma serra elétrica, que garante um efeito incrível quando você tem a sorte de pegar algum Locust desprevenido. Digo sorte porque serão raras as vezes que eles deixaram você chegar perto.
E ainda há uma arma especial apelidada de Hammer of Dawn, que consiste em um satélite estratosférico que, ao receber o sinal de sua arma, dispara pura destruição do céu. A má notícia é que este nem sempre pode ser usado, limitado a áreas abertas e que o satélite esteja posicionado. Só que não precisa ir ficando triste antes do tempo, se você por acaso não teve a chance de usar as armas o tanto que queria durante o jogo, ao jogar o multiplayer terá.
As fases multiplayers suportam até oito personagens e são projetadas para uma ação mais rápida, significando muitas serradas e até fachos de luzes fulminantes, graças ao fato do Hammer of Dawn ser liberado durante o modo.
É difícil falar de um jogo como GOW sem parecer que se está esquecendo dos pontos fracos do game. É que ele realmente apresenta um grau elevado de polimento. A ação quase nunca engasga, a trilha sonora é constante e interage com você em todos os momentos, a dublagem e a personalidade dos principais caem como uma luva. As cutscenes são todas em tempo reais utilizando a engine do game, o que às vezes (raramente) pode levar à pequenos engasgos, que dificilmente irritarão até os mais detalhistas.
Então, para fechar: O que precisa para se criar um dos melhores jogos de ação já vistos na história? A Epic sabia a receita e mostrou ao mundo na forma de Gears of War, um game que empolga, assusta, diverte e satisfaz por boas 10/12 horas no single-player e muitas mais no multiplayer. Se você acha que já viu jogos parecidos, eu concordo, só duvido que encontre muitos que fazem com a mesma maestria demonstrada pela Epic em seu novo carro-chefe para Xbox 360.