PRÓS
Gráficos e efeitos de som estonteantes
Jogabilidade divertida e viciante
Vários modos de jogo
Trilha sonora muito bem selecionada
Muita destruição
CONTRAS
Pistas repetitivas
Nenhuma novidade pra quem já jogou
Seis meses atrás, a EA juntamente com a Criterion trazia ao mercado a quarta versão do aclamado Burnout. O jogo incluia novidades interessantes que deixavam literalmente a formula ainda mais radical. Agora, o explosivo game chega ao Xbox 360, com melhores gráficos, som refinado e alguns ajustes na jogatina. Se você nunca havia visto a série, agora não há mais como fugir, porém, a pergunta mais importante seria: Vale a pena pegar essa versão se você já jogou a de meio ano atrás no Xbox e PS2?
Burnout Revenge é o quarto jogo da série iniciada em 2001. A premissa agora é a vingança, isso mesmo, você não leu errado, a atração principal desse último jogo é se vingar dos infelizes engarrafamentos que assolam todo mundo do melhor jeito possível.
Mas calma, ninguém precisa ir se alarmando, o jogo mantém todos os seus modos preferidos como o famoso Crash Event, onde se deve causar a maior destruição possível com apenas uma batida certeira em meio ao transito, ou o Road Rage, em que mais do que a corrida, importa a forma como você faz seus adversários beijarem o asfalto.
O novato Trafic Attack também não falha em cumprir seu papel, nele você deve mergulhar entre uma montoeira de carros, punindo qualquer coisa que ficar no seu caminho. Ele ocorre em uma espécie de corrida contra o tempo, no qual é necessário acumular certo número de pontos sem deixar o tempo acabar.
Para variar, o jogo ainda se supera em sua proposta. Dificilmente você encontrara um jogo do gênero que tenha o mesmo sucesso em transmitir a sensação de velocidade como Burnout (santo blur effect!) faz. Na versão Xbox 360, os gráficos se fazem muito mais poderosos, com modelos de carros ainda mais realistas do que você poderia imaginar e cenários tão detalhados, que às vezes até parecem ser totalmente novos de tão bons.
Estes também deixam sua linearidade para se tornarem mais vivos, repletos de cortes e áreas variadas. O cuidado do time é visível a cada centímetro. Mesmo em alta velocidade podem-se notar as centenas de mínimos detalhes que contribuem para a riqueza dos ambientes. A notícia ruim é que infelizmente o cara responsável pela organização destes pisou na bola. Não entendeu? Muitas vezes você tem a sensação de correr pela mesma pista, não que o jogo tenha menos que seu antecessor, não mesmo, mas a ordem de aparição delas pode cansar os mais exigentes.
Um dos maiores destaques da série Burnout sem duvida alguma é a trilha sonora do game. Mais uma vez, o time responsável por esta foi extremamente feliz. As músicas variam entre punk rock e algumas batidas eletrônicas. Combinam muito bem com o estilo rápido do jogo. Em geral, dificilmente algo chega a incomodar, mas se chegar há sempre a boa opção de se desligar as músicas menos apreciadas.
Os efeitos sonoros também dão um show à parte. Para ter uma idéia, sem eles poderíamos dizer que o jogo ficaria 50% menos divertido. Efeitos como o robusto nitro ou do vento batendo em seu carro a medida que a velocidade aumenta. Aqueles jogadores com a imaginação mais fértil provavelmente até sentirão o vento batendo em seu rosto. Nada passa despercebido nesse jogo, os sons do metal amassando durante as batidas, vidros estilhaçando e, por final, o estrondo da explosão. Todos sabemos que existem vários jogos super-detalhados sonoramente, mas pode ter certeza que o da Criterion está junto de alguns clássicos no topo.
Conclusão: Infelizmente Burnout Revenge em sua versão 360 não apresenta tantos fatores inéditos a ponto de se fazer interessante até para quem já jogou suas contrapartes lançadas na geração passada. Ainda assim, louco algum poderia dizer que o jogo é perda de tempo, os gráficos realmente fazem jus à nova era e, se você conseguiu ficar longe da franquia na geração passada, deixar de conferir essa versão é praticamente um sacrilégio.