The Last Story é fruto de um projeto intrigante feito pela Nintendo em parceria com o estúdio Mistwalker, de Horonobu Sakaguchi (um dos criadores de Final Fantasy). Cenários esplendorosos tentam cativar os fãs do gênero RPG que possuem um console de última geração da Nintendo. O trabalho de arte é muito chamativo. O conde Arganon é a principal autoridade do território conhecido como Ruri Island e é um pouco diferente dos outros nobres, pois possui grandes ambições. A cidade de Ruri é o centro do território (agindo como o centro de operações dos personagens principais), que está prestes a presenciar mudanças drásticas. Ficção científica? Não, senhor, pois os desenvolvedores tentaram minimizar a quantidade de elementos desse tipo no game.
Após 18 anos distante da direção de um jogo, Hironobu Sakaguchi, o lendário criador de Final Fantasy, regressa em grande estilo com The Last Story, que será lançado no Japão em 27 de janeiro, somente para Wii. E vai ser realmente difícil...
Retorno de Hironobu Sakaguchi trará JRPG diferenciado para Wii
Após 18 anos distante da direção de um jogo, Hironobu Sakaguchi, o lendário criador de Final Fantasy, regressa em grande estilo com The Last Story, que será lançado no Japão em 27 de janeiro, somente para Wii. E vai ser realmente difícil dissociar o jogo da obra anterior do designer: a arte conceitual, o nome do jogo e as primeiras imagens e trailers guardam semelhança considerável com a série de RPG da Square Enix. Mas alguns indícios permitem acreditar que The Last Story não será um mero genérico da maior criação de Sakaguchi, e sim um título que merece bastante atenção em 2011.
Desenvolvido pela Mistwalker (companhia de Sakaguchi) em parceria com a AQ Interactive, The Last Story foi anunciado em 2010, mas já existiam rumores sobre o jogo desde junho de 2009. Como a empresa já tinha produzido dois grandes títulos para X360 (Lost Odyssey e Blue Dragon), a expectativa inicial é de que o jogo fosse para a plataforma da Microsoft. Rumores circularam sobre a empresa norte-americana ter dispensado o jogo por ele ser um autêntico JRPG, estilo relativamente preterido na plataforma. Independente da veracidade do boato, o fato é que o jogo acabou indo para a Nintendo, com quem a empresa já tinha trabalhado em diversos títulos para DS.
A história do jogo se passa na Ilha de Ruli, que é governada pelo Conde Alganan. O jogador controlará Elza, um dos integrantes do grupo de mercenários que chega ao local em busca de serviços. O cenário e as armas lembram o estilo steampunk, como alguns dos jogos de Final Fantasy. A expectativa é que a trama principal possa ser concluída em torno de 30 horas.
Embora não seja em turnos, o sistema de batalha deve apetecer os fãs do gênero. Confira uma demonstração dele no vídeo a seguir:
A batalha ocorre sem transição para uma tela específica, com os personagens entrando em conflito imediatamente após encontrar seus inimigos. Haverá a opção de um sistema de ataque automático, mas você pode preferir deixar o combate no manual, lembrando que terá que controlar bloqueio e fuga também, além de observar a performance do resto de sua equipe – que fica no automático obrigatoriamente.
Algumas habilidades especiais foram reveladas, como o “Gathering” de Elza, que é a capacidade de atrair inimigos para si mesmo beneficiando seus outros colegas e depois tendo direito a um ataque especial (Gathering Burst) que afasta todos adversários acumulados. Outro recurso do jogo será o Magic Circle, que é o resíduo, que permanece na tela, de uma mágica feita anteriormente pelo personagem. Se ele entra nessa região, potencializa a mágica ou arma que está usando.
O título contará também com modo cooperativo para até seis jogadores e modos competitivos online, tanto para lutas entre os personagens quanto contra monstros. O excêntrico modo de conversa, que os jogadores do multiplayer terão, surpreendeu o próprio presidente da Nintendo Satoru Iwata: em vez de teclar suas mensagens, os jogadores poderão conversar usando falas específicas que seus personagens disseram durante a história principal (algo que certamente não fará sentido algumas vezes).
O título ainda promete boa variedade nas opções de customização, como é possível ver na figura a seguir, da demonstração que o próprio Sakaguchi fez do recurso, mostrando o personagem Elza em diferentes roupas:
Confira a seguir uma compilação de trailers do jogo, onde é possível conhecer os personagens, o sistema de batalha e a trilha sonora, feita pelo renomado Nobuo Uematsu, que foi o compositor principal dos primeiros nove títulos de Final Fantasy:
Em 25 de dezembro, Sakaguchi revelou que o jogo já está completo. Satoru Iwata chegou a classificar o título como "uma nova forma de RPG". De certo, The Last Story agradará os jogadores de Wii que ansiavam por um JRPG no estilo típico de Final Fantasy e o lançamento reforça a capacidade da plataforma para o gênero normalmente associado ao PS3. Agora resta jogar e torcer para esse não ser o último jogo de Sakaguchi, como ele chegou a ameaçar, repetindo sua fala de 1987, quando lançou o primeiro Final Fantasy. Se depender de sua língua, quem sabe não vemos outra excelente franquia nascendo com The Last Story.