Call of Duty: Modern Warfare 3 é a aguardada seqüência da renomada série, que se situa logo após o término do último título na luta dos EUA contra um ataque surpresa da Rússia. Desta vez o jogador será levado em diversas missões ao redor do mundo, tendo uma maior variedade de cenários do que antes. Com gráficos bastante realistas e uma jogabilidade revigorada, Call of Duty: Modern Warfare 3 promete ação intensa e nada menos do que uma das melhores experiências em jogos de guerra.
por Vanessa Lee “Mentira é uma questão de perspectiva”. Essa sentença usada especialmente entre diálogos de esquiva políticos é o pano de fundo de Call of Duty: Modern Warfare 3. Sim. Vamos finalmente falar desse FPS que fez alguns fãs da...
PREVIEW
por Vanessa Lee A Terceira Guerra Mundial vai começar nos consoles, mas o conflito será entre Activision X Eletronic Arts (Battlefield 3). As desenvolvedoras estão na disputa para ver quem ganha a briga de melhor FPS. Mas estamos aqui para falar de Call of Duty: Modern Warfare...
“Mentira é uma questão de perspectiva”. Essa sentença usada especialmente entre diálogos de esquiva políticos é o pano de fundo de Call of Duty: Modern Warfare 3. Sim. Vamos finalmente falar desse FPS que fez alguns fãs da série perderem o sono por um bom tempo após a oficialização de sua criação.
Assim como seu antecessor, Modern Warfare 3 explora alguns limites da nossa imaginação em relação a uma possível Terceira Guerra Mundial. Certo de que isso não tem uma previsão certeira para acontecer, nem ao menos sabemos se isso de fato pode se tornar realidade, vimos pela perspectiva dos criadores do game uma escala de destruição absurda e amedrontadora.
Apesar da Sledgehammer Games, principal desenvolvedora do título, procurar fazer desse episódio um dos melhores e mais violentos da franquia até aqui - coisa que ela de fato acertou a mão - não deve-se deixar de levar em consideração que o capricho com o roteiro dessa vez foi elevado, de modo que a imersão é total.
Ao contrário do que se via com os outros Call of Dutys nos primórdios, quando ainda se explorava o assunto “Segunda Guerra Mundial”, e nos quais os vilões são os nazistas, clichês inveterados do asco social, agora os “maufeitores” são os Russos. Sim, os vermelhos brutos que querem a todo custo invadir os Estados Unidos e dominar todo império americano sob uma imagem ultra-nacionalista. A diferencça de MW2 é que agora a lama - para não falar outra coisa - espirrou para a França, Inglaterra e Alemanha, que também estão sob ostensivos ataques.
A imagem que se tinha da Alemanha invadindo a França, durante o império do 3ºReich, não chega nem aos pés do que o pessoal da Activision fez com o país do croissant. A devastação é tamanha a ponto de ver a Torre Eiffel virar mais do que uma vítima em potencial. O terrorismo daí não tem limites e as capitais dos países que citamos aqui viram montes de entulho, enquanto você parte para um gameplay massivo, com a faca nos dentes.
Sem nenhum comitê de recepção, você é jogado de cara em uma rua com carros queimados tendo de atirar em alvos distantes, sem tempo para furtividade. O negócio é acionar a scope e matar os oponentes avançando as pressas sem minúcias. Agora helicópteros dão reforço para os seus alvos e o jogador está frito caso pare para amarrar o sapato.
O realismo para o jogo não se deve a engine, apenas, e sim aos detalhes sobre a camuflagem de seus oponentes. A dificuldade para enxergar um alvo é o maior ponto tático de avanço dentro de um campo de batalha e esse é um fator para tirar o chapéu vendo o jogo, pois apesar da movimentação corrente, alguns espertinhos se usam desse “poder” para ganhar tempo de aproximação, pegando você de jeito com um tiro na cabeça, caso você não fique esperto.
Ao contrário do que acontecia no passado, numa guerra moderna não existe tempo para cavalheirismos e, independente de onde você estiver, aquela faixa invisível de respeito entre um inimigo e outro não existe. Porém, como a galera que troca tiros em FPSs não está muito preocupada com esse ponto, é só encarar no melhor estilo “Senta a Pua”.
Mas pera lá. Uma coisa: Agora a quantidade de civis nas ruas é maior, ou seja, todo o cuidado é pouco, pois matar um inocente lhe rende um checkpoint retroativo. É, nada de fazer ninguém voar pelos ares por diversão. Siga a vida que você perde menos tempo.
Atirar sob um campo gravitacional, quando o avião do presidente que você tem de proteger começa a cair, faz você rever se a sua mira está em dia. Se você assistiu o filme A Origem vai saber do que eu to falando. Caso não tenha visto, o negócio é imaginar você dentro de um ônibus espacial sentando o dedo nos astronautas, enquanto estes revertem tiros na sua direção.
Disturbing Content Notice. Sabe o que isso significa? Sabendo do peso sobre violência que seu próprio título carrega, a Activision solicitou esse tipo de descrição para jogadores mais, digamos, fracos de estômago. Dalí fica por sua conta e risco assumir as imagens que verá nas horas seguintes. (Sinceramente me pergunto como uma pessoa que joga um game desse não vai apertar “yes” nesse momento, mas ok). Ver inocentes mortos é uma constante e suas ações ficam absolutamente explícitas dado a situação de calamidade óbvia.
Ao longo do modo história você também visita Serra Leoa, Moscovo e Somália, descritas como sub-fases. Dubai também aparece na sua rota.
Usar helicópteros como ferramenta de ataque irá te fazer ganhar tempo e espaço de percurso livre. Além de controlar a aeronave, pode-se sinalizar o caminho em que soldados inimgos estão espalhados com granadas de fumaça, dando a direção exata de onde os morteiros têm de cair. Base de ataque importante para quem gosta de pular obstáculos, baseado em estratégia.
Personagens conhecidos da Task Force 141 aparecem novamente: Capitão John "Soap" MacTavish, Capitão Price e o russo Nikolai. Além deles uma gama de novos recrutas são colocados nas missões, além do inimigo número um dessa tormenta, Vladimir Makarov (dublado por Roman Varshavsky).
Sobre a construção gráfica não dá para lamentar por nada, pois o game realmente tem seu mérito amparado pelas mãos dos consoles da atual geração. O game é profundamente bonito e, em HD, sobrepõe-se um realismo fundamental para integração “jogador=soldado”.
A trilha sonora é potente e assinada por Brian Tyler, que trouxe consigo uma orquestra sinfônica tornando-a responsável pelo simbolismo heróico sobre as ações do jogador. (Mas confesso que costumo ouvir um Hendrix ou Stones enquanto detono o mundo).
Multiplayer
O sistema online de MW3 foi elevado. Para quem gosta desse tipo de disputa as coisas chegaram a um nível superior e com os bugs que irritavam os jogadores resolvidos.
O sistema de recompensas antes chamados de Killstreaks agora podem ser chamados de Pointstreaks, pois ao contrário do que era costume não serão apenas as mortes que farão a totalização de pontos. Completando os objetivos dos mapas propostos, como em “Search and Destroy”, no qual você precisa plantar bombas, ou capturar a bandeira são algumas das formas que acumulam ponros para se dar bem no ranking. Ao todo são 16 mapas diferentes.
Para quem curte novidades, novos modos são disponibilizados para quem vai encarar a rede. Em “Kill Confirmed”, por exemplo, o jogador tem de recolher alguns colares militares (Dog-Tags) de soldados que supostamente ainda não estão mortos, para apenas provar sua captura. No entanto, a equipe adversária pode capturar também os amuletos para que o outro grupo não consiga comprovar nada.
Além desse, tem o Team Defender, o Infection Mode e o Drop Zone. Todos com objetivos, digamos, um tanto incomuns para quem está acostumado com embates convencionais.
Sob o comentado modo Spec Ops, os particpantes terão de enfrentar hordas de soldados inimigos controlados pela Inteligência Artificial. Mas não será sobre um mapa apenas, pois vários serão disponibilizados para deixar a treta fluir.
Para quem está acostumado a viver no mundo dos shooters aproveitando headshots, um desafio: esse modo será pilhado de uma dificuldade gradativa, no qual inimigos variados se colocarão à sua frente. Desde os grandallhões Juggernauts à cachorros revestidos com C4, pulando direto na sua cara.
Para o que estava sendo esperado, dá para dizer que Call of Duty: Modern Warfare 3 vai deixar os fãs satisfeitos. Bem satisfeitos, de fato.
Mas quero deixar claro aqui que comparativos com Battlefield 3 saem do contexto. Para colocar um pano frio nessa briga, vou usar um provérbio xulo, mas que traduz exatamente a imponência de cada FPS de valor: “uma coisa é uma coisa, outra coisa é”...bom, o resto você já sabe.
21 de Setembro de 2011 13:20
Com foco no modo multiplayer, MW3 tem todas as ferramentas para ser "o" FPS do ano
por Vanessa Lee
A Terceira Guerra Mundial vai começar nos consoles, mas o conflito será entre Activision X Eletronic Arts (Battlefield 3). As desenvolvedoras estão na disputa para ver quem ganha a briga de melhor FPS. Mas estamos aqui para falar de Call of Duty: Modern Warfare 3, e quem o espera já sabe que o que está por vir será uma mega produção de guerra, cheia de elementos contemporâneos e um poder bélico fora do comum.
Quem está cuidando da produção é a Infinity Ward, dando continuidade ao MW 2 e suas batalhas modernas.
A fórmula Segunda Guerra Mundial deu uma saturada e o pessoal entende que do mundo atual pode-se aproveitar muito também, colocando países desenvolvidos em um palco rodeado por bombas, mísseis, fogo cruzado e uma trama militar ainda mais persuasiva.
Essa terceira versão se passa logo após o fim do segundo game, com a invasão de Washington pelos russos. Logo são conhecidas explicações para as pontas deixadas soltas nos games anteriores, como também novos personagens que contam novas histórias que são de uma importância única no desenvolvimento da série.
Agora o jogador irá se aventurar em 15 missões, começando por Nova York, acabando em Dubai. Seguindo o conceito de trabalho em equipe, o gamer encarna apenas um soldado, ou equivalente, utilizando-se de quaisquer armas que puder usar contra os inimigos.
A Infinity Ward revelou que o jogo terá um modo sobrevivência inédito. Essa modalidade contará com até dois jogadores lutando com inimigos cada vez mais dificeis. Enquanto os jogadores combatem os inimigos, eles vão ganhando dinheiro, mas você pode colher mais grana se der aquele tiro certeiro na cabeça do oponente, o headshot. Pode-se trocar os lucros captados por itens, novas armas, upgrades e munição.
O modo multiplayer foi tratado com um carinho maior dessa vez, já que esse é o ponto forte do jogo. Ao lado da Sledgehammer, a produtora reestruturou o sistema de recompensas Killstreak, que está perfeito.
Haverá um sistema de ranking que acompanha o progresso do jogador. Além do mais, os modos são simbióticos: Quando você se classifica no Survival, você vai desbloquear novos modos de missão, e se você pontuar bem nesses modos , você irá desbloquear mapas e armas para o Survival. Eles dependem uns dos outros, o que é bom. Mas esse sistema de classificação abrange ambos os Modos – é unificado, assim você terá uma classificação total do Spec Ops. E isso é totalmente diferente de tudo o que você pode acabar fazendo em outro jogo, seja no modo single ou multiplayer.
Com o Spec Ops, o jogador poderá jogar em split-screen, ou seja, telinha dividida para a galera se acabar com os comparsas de campo. Além disso, todos os mapas do multiplayer estarão disponíveis para serem jogados em Spec Ops. Quem adentrar a esse desafio também terá de confrontar a máquina em missões curtas, com regras distintas. A mecânica de jogo foi alterada para se acoplar às mudanças anexas relacionada à escolha do modo de jogo que o gamer fará.
Para facilitar e unificar os jogadores, outro objetivo definido, o modo online estará mais competitivo como de costume, porém com a dificuldade balanceada para que as pessoas que desistam no meio do caminho não tenham mais essa vontade. O que vira um atrativo e tanto para arrastar o pessoal para o campo de batalha.
Sob um cenário mais urbano, Modern Warfare 3 o levará aos Estados Unidos, Rússia, Somália, Reino Unido, França, Índia e Alemanha.
As apostas para o novo FPS focam-se todas para o modo multiplayer mesmo, fazendo com que essa seja a principal ferramenta para o sucesso do game. Então espere uma experiência muito empolgante a esse respeito.
Call of Duty: Modern Warfare 3 tem previsão para ser lançado dia 08 de novembro, para PC, Playstation 3 e Xbox 360.