PRÓS
Um dos melhores gráficos do Wii
Velocidade impressiona
Múltiplos personagens
CONTRAS
Jogabilidade altamente repetitiva
Sistema de avaliação incoerente
Combate nada interessante
O primeiro jogo do porco-espinho Sonic lançado para o Nintendo Wii, Sonic and the Secret Rings, foi um sucesso. Era rápido, intuitivo e agradou tanto jogadores de época quanto os casuais seguidores do console. Já o segundo, Mario & Sonic at the Olympic Games, nem tanto, pelo menos no que diz respeito à crítica, pois sabemos que o jogo vendeu bastante, mais que o suficiente para garantir sua seqüência.
Sorte nossa que a seqüência que falamos desta vez é a de Secret Rings, chamada Sonic and the Black Knight. Sim, mais uma vez o porco-espinho azul é jogado diretamente em um conto de fadas e terá que arcar com os problemas do mundo. Desta vez o tema é a Europa medieval e Sonic foi parar diretamente na lenda do Rei Artur, porém, o regente foi tomado por um sombrio poder. Agora, com a ajuda de Merlina (neta de Merlin) e uma espada falante chamada Caliburn, o herói deverá tornar-se um cavaleiro e acabar com a era de opressão.
Surpreendentemente, a primeira impressão do jogo é extremamente boa. Os cenários são coloridíssimos e o espaço aberto pelo qual Sonic corre é altamente detalhado, do simples descampado decorado apenas por grama, até pomposos castelos e a clássica caverna recheada de magma. Nada passa despercebido. O jogo é altamente trabalhado do ponto de vista artístico, com efeitos de luz condizentes e ângulos de câmeras que fazem a ação sempre bela, não importando se você está veloz ou lento. Aliás, a velocidade do jogo impressiona, não só pela velocidade em si, mais as fluências dos movimentos - afinal, estamos falando do pequeno Wii.
O problema é que a jogabilidade não condiz exatamente com toda a beleza da ação. Você praticamente não controla Sonic da forma que deseja, ele corre sozinho, faz o seu famoso grind e uma série de manobras impressionantes nas muitas subidas e decidas, mas nada disso diz respeito aos seus comandos. Ao contrário, você decide quando desviar (com o pulo) e quando atacar os muitos inimigos (com incessantes chacoalhadas do Wiimote) que aos poucos vão ficando repetitivos. As missões variam em dar cabo de certos inimigos, coletar certo número de argolas para habitantes da cidade ou, claro, derrotar os chefões de fase.
Por incrível que pareça, a breve salvação do jogo vem dos outros personagens que você pode controlar em determinadas partes: Sir Lancelot (Shadow The Hedgehog), Sir Gawain (Knuckles The Echidna) e Sir Percival (Blaze The Cat). Claro que, conforme as coisas progridem, o jogo insiste na repetição. Como eu disse, a salvação é breve. No máximo você se encontrará impulsionado pela história que definitivamente é bem contada, assim como a dublagem que, ao contrário de alguns episódios passados da franquia, foi devidamente interpretada. Só não vá esperando um épico.
Fora bater e correr, há também aqueles elementos clássicos que não faltam em um jogo atual, ou seja, você pode subir de nível conforme sua performance nas fases. Nesse caso a avaliação é simplesmente sem sentido, pois você nunca descobre que critérios o jogo avalia. Pode também juntar materiais especiais para criar novas armas com o artesão (Tails) para equipar os personagens que não sejam Sonic. E o jogo ainda dispõe de um modo versus que coloca os personagens da série para se baterem em arenas tridimensionais. Do tipo que dura algumas partidas e depois você nem lembra mais que ele existe.
Virando a última página: Sonic and the Black Knight, apesar de colocar uma espada nas mãos do clássico porco-espinho da Sega, não foi o desastre que alguns pensaram que seriam. Claro que, dizer isto, não é dizer que saiu algo bom também. Temos aqui aquele jogo mediano que não vai fazer muita diferença na sua vida, o máximo que ele vale é aquela alugada em um fim de semana nublado, mais que isso, é território só para os fãs que seguem a franquia à risca.