Deve-se tomar cuidado quando falamos da série Call of Duty, pois o jogo não é apenas mais um tiroteio na abarrotada estante do gênero FPS. Isso porque falamos simplesmente do jogo mais jogado em toda a PlayStation Network e Xbox Live, ou seja, Halo, Unreal Tournament e Resistance, dêem licença. Caso você não esteja por dentro - o mencionado acima é um feito fora do comum.
Sendo assim, está na cara que o pessoal da Activision não quer perder o título, então espere uma boa dose de adrenalina para o quinto jogo da franquia, que desta vez fica na mão da Treyarch e não da Infinity Ward. No caso, você pode sentar aliviado, já que a Treyarch não é nenhuma novata no ramo e já trabalhou no - nem sempre bem lembrado - terceiro episódio da série.
O lema para essa quinta versão, chamada World at War, é a tensão do sombrio combate contra os soldados japoneses nas Ilhas do Pacífico. De acordo com os cérebros por trás do jogo, o enredo do jogo será mais sério e maduro, fato refletido até na paleta de cor, que agora se apresenta mais obscura em tons secos de verde e marrom, como alguns clássicos de guerra do cinema.
Quanto as armas, pelo jeito o pessoal está fazendo bastante mistério em cima destas. Não que o cenário da segunda guerra projete muito espaço para variação, mas já foi mostrado o temido lança-chamas, que servira não apenas para torrar seus inimigos, mas também abrir caminho entre as selvas tomadas pelo verde. Especula-se também que armas brancas possam estar entre o arsenal do jogo, como katanas japonesas ou machetes, não especificamente para combate direto, mas para abordagens sorrateiras pelas costas.
O visual já não evoluiu tanto, pelo menos até o que pode ser visto das versões apresentadas durante a E3. Também não é por menos, com apenas um ano de diferença para Call of Duty 4, não é de ser esperar uma diferença quilométrica. Bem ao contrário do multiplayer, que diga-se de passagem, foi prometido "inovações surpreendentes", inclusive com respeito à criação de partidas on-line, que agora podem passar a serem feitas através do próprio servidor da Activision, acabando de vez com o pesadelo dos lags.
Do som também pode-se esperar um pouco mais, agora que foi revelado que os atores Kiefer Sutherland (24 Horas) e Gary Oldman (Batman: The Dark Knight) emprestarão suas vozes aos personagens chaves do enredo. Para a trilha sonora espera-se bastante do cultuado Harry-Gregson Williams, que ficou famoso pela trilha sonora do clássico Metal Gear Solid e também compôs o tema de Call of Duty 4.
Seja como for, a franquia Call of Duty adquiriu um respeito quase que inigualável em seu meio, e deverá fazer de tudo para manter sua posição como rei das partidas multiplayer. O resultado você checa no mês de novembro quando o jogo finalmente aterrissar em todas as lojas. Nós do GameStart, claro, estaremos esperando com o review fresquinho para você. Até lá.