PRÓS
Várias versões de músicas conhecidas
Idéias originais
CONTRAS
Idéias originais desperdiçadas
Jogabilidade previsível e repetitiva
Aproveitando a carona no sucesso musical de jogos como Guitar Hero e Rock Band, a THQ resolveu arregaçar as mangas e produzir seu próprio game no estilo, claro que a fim de cortar sua própria parte do bolo. Nasceu então Battle of the Bands, antes conhecido como Band Mashup, no qual a premissa é reger sua banda em combates literais contra bandas rivais.
Só que, para o bem da originalidade, Battle of the Bands não consiste apenas de tocar uma música famosa por vez, ao invés, você escolhe entre 11 bandas distintas, cada um focada em ritmos como hip-hop, country, rock, marcha e até mesmo ritmo latino, e assim, cada uma toca sua versão de músicas famosinhas da galera, como Blitzkrieg Bop dos Ramones ou Photograph da banda Nickelback.
Ou seja, o jogo é aquele que realiza o sonho (ou pesadelo) de alguns entusiastas da música, apresentando uma versão caliente (latina) ou mesmo country de Spoonman, do Soundgarden. Independente de seu gosto musical, não há como negar que houve bastante empenho na criação de versões alternativas para as mais de 30 músicas do jogo.
Problema apenas, que a originalidade para aí, na medida em que você começa a conhecer e reconhecer a jogabilidade altamente sem inspiração do título. Isto porque ele se mostra como um híbrido entre o sucesso de Guitar Hero e a ruína de Boogie. Como na cria da Activision, você deverá corresponder com ações à medida que símbolos sobem pela tela e, como no filhote da Electronic Arts, tais ações são geradas pela movimentação do Wiimote.
Falando português claro: Basta apontar o controle do Wii na direção mostrada para satisfazer a meta e manter sua banda num ritmo alto. Feito isso, o seu ritmo aparentemente toma conta da música escolhida e o mesmo acontece com a banda inimiga se ela tem sucesso. Algo, sem dúvida, interessante e engraçado de se escutar, quando uma música alterna de um estilo para outro, ainda que tal coisa parece acontecer mais aleatoriamente do que graças a seu esforço.
Outra coisa, no mínimo inusitada, a respeito do design, é que o nome Battle de Battle of the Bands não é apenas uma expressão, sendo que todos os membros de sua banda tocam com armas reais, que também são instrumentos. Enfim, no caso de eventuais confusões, nada que uma olhada nas screenshots do jogo (acima) não resolva. O que importa por aqui, é que elas não são meramente enfeite e você poderá utilizar ataques contra seus inimigos utilizando o botão "A" para escolher entre três opções ofensivas, assim como o "B" para se defender.
Só que a repetição de movimentos e a jogabilidade manjada pesam bastante e com certeza serão suficientes para clamar a desistência do jogador mais exigente. Porém, mesmo o mais casual, cedo ou tarde ficará cansado de fazer sempre a mesma coisa. Pelo menos o visual do jogo até que tem carisma com os vários tipos de banda exuberando os clichês de cada vertente musical. A parte sonora, então, como já comentada merece respeito acima de tudo, pelo tratamento original e variado.
No final da apresentação: O sentimento deixado por Battle of the Bands é de puro desperdício. Este porque tamanho empenho na parte sonora do game parece ser largado ao vento quando colocado frente à mediocridade da jogabilidade. O que nos resta agora é apenas a esperança de que um futuro game da franquia coloque tudo nos trilhos, visto como o investimento em games musicais atualmente não falha.