PRÓS
Controles respondem bem (versão PSP)
CONTRAS
Repetitivo
Repetitivo
E repetitivo
Hoje em dia está na moda recriar games que fizeram nome no vasto passado. O game em questão, Alien Syndrome, não apenas leva o mesmo título do clássico da Sega lançado nos arcades durante a década de 80, mas também a fórmula idêntica à original, incluindo a visão de cima, armas com munições praticamente infinitas e centenas de criaturas bizarras para se explodir. Claro que, para não anular aquele sentimento básico de inovação, ainda misturaram alguns elementos de RPG, como customizações e upgrades.
Então, você começa o game aprendendo um pouco do passado da personagem principal, assim como o cenário que compõe a guerra do game. Devo dizer que o enredo em si não tem nada de especial ou interessante, tanto que o próprio jogo desiste após algumas tentativas fracassadas de narração.
Sendo assim, você tem tempo suficiente para se concentrar no que realmente interessa: Atirar e explodir o maior número de inimigos que puder. Pense em Alien Syndrome como um dungeon crawler da época espacial, ao invés dos guerreiros, magos, arqueiros e bárbaros, você tem atiradores, demolidores, lançadores de chamas e fuzileiros. Cada classe obviamente conta com sua devida arma, e à medida que se ganha níveis, pode-se distribuir pontos que se interligam com as demais classes do jogo.
O único problema é o sistema de evolução falho. Por que você gastaria seus pontos em outra arma, quando sua arma original é muito mais forte e pode ainda melhorar? Não há razão. E para ser sincero, nenhuma das armas realmente chegam a impressionar - sempre o mesmo estilo de rajada - com exceção dos ataques da classe Tank, especializados no ataque corpo-a-corpo. Sem dúvidas as seqüências mais legais do game.
A única diferença entre a versão Wii e a versão PSP, fora o tamanho da tela, vem dos controles. Enquanto a versão PSP utiliza controles clássicos regido pela alavanca analógica e botões de ataque, na versão Wii você também se movimenta com o analógico, mas mira e atira simplesmente apontando o Wiimote para a tela. Os dois funcionam bem, mas a versão PSP sai ganhando por responder sempre bem, enquanto que a versão Wii te obriga a chacoalhar freneticamente o controle para que ocorram os ataques corpo a corpo, resultando em golpes de sorte totalmente imprecisos.
O núcleo do game é simples como seu ancestral, que se resume em chegar de um ponto a outro, com eventuais "encontre o cartão de acesso vermelho" ou "resgate os civis" pelo meio do caminho. Simplicidade nunca foi de condenar jogos e não é exatamente o que condena Alien Syndrome. O que mata é a repetição do jogo: repetição de cenários, repetição de inimigos (o jogo adora trocar a cor dos inimigos e dizer que são inéditos) e até desafios não variam. Nenhum inimigo chega a ser realmente interessante de se exterminar, eles apenas variam entre os que demoram mais para matar e aqueles que demoram menos.
A qualidade gráfica também não faz muito para impedir o título da Totally Games a cair no esquecimento, com suas texturas borradas, modelos quadrados e os já comentados cenários totalmente repetitivos, esteja contemplando através da tela de seu PSP ou da televisão. A única coisa que pode realmente divertir é a possibilidade de se jogar multiplayer com até quatro jogadores, mas mesmo assim os mais exigentes ainda poderão se encontrar entediados depois de algumas horinhas de jogo.
Terminando a caçada: Alien Syndrome falha em emular a jogabilidade veloz, frenética, desafiante e, claro, divertida, que seu antecessor de mais de vinte anos fazia tão bem. Se ainda assim se sente curioso em relação ao título, recomendo uma alugada e nada além.