PRÓS
Simplesmente viciante
Modo multiplayer imperdível
Adição dos combates on-line
Muitos personagens
Participação de Sonic e Solid Snake
CONTRAS
Gráficos evoluíram pouco
Modo solo não empolga tanto
Embora Super Smash Bros. não seja uma das franquias que acompanha o mundo dos videogames desde que este nascera, dificilmente alguém ligado ao meio não reconhece o nome. Isto porque, desde nove anos atrás quando a Nintendo pediu ajuda para a Hal Laboratories na criação de um jogo de luta 2D estrelado por seus maiores mascotes, a popularidade da série vem apenas crescendo, com direito a fãs que jogam incessantemente até mesmo o primeiro game lançado para o Nintendo 64.
Mas, se por algum milagre você desconhece tudo que foi dito acima, saiba que Super Smash Bros. é a resposta simples para aqueles que sempre se perguntaram quem sairia vitorioso entre uma briga envolvendo o macacão Donkey Kong e o lendário vilão Bowser Koopa. E simples porque o trunfo da série é ser acessível, sem descartar a complexidade.
Então, finalmente ao que interessa, Super Smash Bros. Brawl, terceiro game da série e título mais esperado do Nintendo Wii, faz exatamente isso e um pouco mais, trazendo mais personagens, novos golpes, a estréia dos final smashes (pense nos super-especiais de Street Fighter) e a participação inédita de personagens que nem mesmo são do mundo Nintendo, leia-se, Sonic The Hedgehog, o eterno mascote da Sega e Solid Snake, protagonista da série Metal Gear da Konami.
O lema do jogo é a diversão e isso é exaltado por cada uma das seções do game. Um pouco menos, talvez, nas porções single-player, que contam com os modos clássicos de sempre, incluindo o solo (típico arcade mode) e outras variações. Nesse quesito a inovação fica por conta do modo Subspace Emmissary, algo que mistura a mecânica do jogo ao clássico estilo plataforma, com direito a um inédito enredo, visto por meio de belas cenas em CG.
O modo em si é divertido, mas contém suas falhas, como por exemplo, a forma como a jogabilidade se mantém ajustada a um jogo de luta, mesmo durante porções em que pulos e manobras que pendem mais para o lado do gênero plataforma são necessários, fato que pode complicar um pouco e resultar em uma morte (e conseqüentemente frustração) indesejada. Você também terá a chance de jogar esse modo cooperando com outro jogador, mas este também nunca chega a ser realmente satisfatório, dado que a câmera do jogo só dá atenção aos movimentos do primeiro jogador, visivelmente prejudicando seus companheiros.
Porém, por mais divertido que qualquer experiência solo do jogo possa ser, nada realmente se compara com a faceta multiplayer do título e é aí que a cria da Hal Laboratories realmente brilha forte. Como se 35 personagens distintos e mais dezenas de cenários para se combater entre até quatro jogadores não fosse o bastante, você pode customizar totalmente a aparição de itens, mudar as regras do combate, trocar as características principais de cada personagem e até mesmo criar sua própria arena do zero. E acredite, isso não é tudo, há muito mais para se descobrir e explorar.
E claro, seguindo a modernidade, tudo isso pode ser desfrutado on-line contra seus amigos (via o enfadonho friend-code) ou contra oponentes aleatórios, além de compartilhar seus cenários, screenshots e até mesmo os replays dos fatos mais cômicos ou memoráveis que podem surgir durante a correria das batalhas. Praticamente todas nossas batalhas travadas on-line comportaram-se suavemente, com exceção de raríssimas vezes em que tudo se tornou em câmera lenta - raríssimas vezes mesmo (só não vá tentar o acesso com uma conexão 56k).
Mas deixando um pouco de lado toda a diversão, já que pelo jeito todos já devem ter entendido que o jogo de fato é divertido, falemos do visual deste. De todos os quesitos que formam uma nota, eu diria que ele é o que se sai pior, mas novamente, tratando-se de Super Smash Bros. Brawl, isso não diz muita coisa. O game melhora pouco em relação a seu antecessor para GameCube, mas compensa rodando perfeitamente, não importando quantos inimigos, efeitos, personagens extras permeiam a tela.
Os personagens são todos detalhados aos mínimos, com seus movimentos clássicos que apelam para aqueles que acompanham a Nintendo desde seus primórdios. Tanto os velhos de guerra do game, como os mais loucos novatos como Lucario (Pokémon), Wario (Wario Ware) ou os próprios Sonic e Solid Snake, casam perfeitamente como o game, e de forma alguma parecem simples adições. Melhor que isso são os Final Smashes de cada personagem, especiais ativados quando você consegue o item chamado Smash Ball, que assim como os fatalities de Mortal Kombat, você não vai descansar até ter visto exatamente todos pelo menos uma vez.
Como não podia deixar de ser, a parte sonora também é caprichada ao extremo, contando com o impressionante número de mais de 100 músicas, que vão desde o típico tema de Super Mario Bros. à composições pomposas altamente orquestradas, como o tema principal do jogo, encabeçado por ninguém menos que Nobuo Uematsu de Final Fantasy. Entre outras personalidades famosas que assinam a trilha sonora, estão Yasunori Mitsuda do culturado Chrono Trigger, Yoko Shimomura de Kingdom Hearts, Jun Senoue da série Sonic e até Jun Fukuda do obscuro Killer7. Sem dúvida uma das trilhas mais trabalhadas dos últimos tempos.
Para você finalmente poder parar de ler e ir para os combates: Saiba que Super Smash Bros. Brawl é um jogo imperdível, que merece atenção mesmo daqueles que ainda não possuem um Nintendo Wii, pois a diversão do game é tão forte e concentrada, além de longa e duradoura, que qualquer um dos pontos fracos (modo solo, a exemplo) parece ser algo mínimo frente à grandeza do game. Compre sem pensar duas vezes.