PRÓS
A presença das batalhas on-line
Sistema de upgrade
Design dos inimigos
CONTRAS
Sistema de controle ruim
História e desafio nada interessantes
Certo, o que levou uma pessoa normal a buscar Coded Arms durante sua estréia no PSP? O game não tinha nada realmente de especial, entretanto, instigou a curiosidade de muitos pelo fato de ser um FPS (jogo de tiro em primeira pessoa) para um portátil com gráficos nunca antes imaginados. O problema é que o game falhou tristemente pela falta de uma segunda (e necessária) alavanca analógica, além de pecar no design simplista de fases.
Então, dois anos depois, inexplicavelmente o bom pessoal da Konami resolve dar uma segunda chance ao título com Coded Arms: Contagion. Mas a pergunta é: Será que o público vai dar uma chance ao shooter portátil? Bom, é para isso que estamos aqui, para ajudar com as duras questões da vida.
Para começar, não espere muito do enredo. Imagine uma junção de pelo menos oito clichês, incluindo a "fazer parte de uma super organização", "um treinamento que dá errado", "um sistema virtual que se volta contra os humanos", "terroristas por trás da ameaça" e, claro, "salve seus companheiros". Mas até aí, quem se importa? Se o jogo fizer o que nasceu para fazer com estilo, dá até para superar tamanha falta de criatividade. Só que ele faz?
Não exatamente, pois os problemas do game anterior retornam e, embora você tenha a disposição uma série de controles diferentes, nunca um destes chega a ser realmente confortável e responsável o suficiente para satisfazer qualquer um que busca uma ação fluente no videogame portátil da Sony. Você ainda poderá ativar um lock-on para facilitar sua vida, mas o problema também permeia tal ato, sendo que para travar a mira em um inimigo você deverá usar o direcional digital, que também funciona para aproximar a visão, recarregar munição e trocar de armas.
De fato, os próprios produtores sabiam que a jogabilidade não seria das mais funcionais e incluíram inimigos realmente burros: Insetos, robôs, soldados e até tanques, em geral eles atacam todos de forma similar, que nesse caso significa, pateticamente. Porém, não é por isso que o jogo se torna chato, pois derrotar oponentes é até divertido. O que o torna chato é a infinidade de portas - você anda, mata, e abre uma porta, seguindo assim por diante. A única coisa que sai um pouco do convencional é o sistema de upgrade de armas e armadura, sim, em meio ao tédio, você pelo menos pode evoluir suas armas e se divertir um pouco mais.
O visual de Coded Arms é um ponto do jogo totalmente mal trabalhado. Isso porque tecnicamente o game está de acordo com os padrões, porém, artisticamente ele é mais tedioso que um acasalamento de pingüins. Então temos armas interessantes, efeitos de luz chamativos, mas dezenas de salas seguidas sem muita variação ou atrativos. O design só vem mesmo a vingar quando o assunto é os inimigos, ao menos eles têm o visual diferenciado. A parte sonora do game não chega a se destacar o suficiente para ficar em sua cabeça, mas a dublagem faz um bom trabalho na maioria das vezes.
Fora o modo principal, você ainda tem a chance de jogar partidas on-line como dita as regras do FPS hoje em dia. Duas coisas que podem incomodar bastante durante qualquer uma das partidas: Primeiro que não há lock-on e segundo que na maioria das vezes o lag impede tiros certeiros da parte de qualquer um. Bom, isso contando que você ache alguém para jogar, claro. Em nossas experiências on-line esse foi o maior desafio.
Somando tudo: Coded Arms: Contagion não é um jogo inteiramente ruim, ele só é totalmente desinteressante, o que, se você parar para pensar, dá quase que na mesma. Recomendado apenas para aqueles que realmente sentem a necessidade de jogar um FPS no PSP, caso contrário, não vale nem uma locação.