PRÓS
Ótimo sistema de batalha
Alta customização dos personagens
Excelentes modelagem
CONTRAS
Falta de cutscenes
Sem inovação
Atuação de voz escassa
Toda geração tem suas revelações. Entre as revelações dessa geração está a franquia de luta idealizada pela Eletronic Arts. Def Jam colocava você ao lado dos maiores e mais violentos lutadores de rua, com uma história de traições parcialmente complexa.
De quebra, o visual da série era de cair o queixo. Você tinha personagens belamente modelados, cenários interativos que recriavam um submundo cruel de Nova York e a possibilidade de customizar seu personagem desde a cor da pele, vestuário, até o, ou os, estilos de luta. O jogo em suas duas versões para todos os consoles ajudou a encher ainda mais os cofres da gigante EA.
Depois de todo o discurso alguém ainda duvidava que a série ficasse de fora de um potente portátil como o PSP? Então logo foi anunciado Def Jam: Fight for NY: The Takeover, sob a premissa de contar os eventos anteriores aos jogos da franquia lançados para os consoles.
Exatamente como a segunda versão do jogo, você começa a história criando seu personagem: raça, estilo de luta, vestuário, acessórios e mais. Feito isso, o enredo se inicia com você salvando da morte uma pessoa importante do submundo (no caso, o tatuador Manny). Após clamar uma das cinco regiões da cidade, você já embarca na pancadaria contra as áreas rivais.
Até onde se diz respeito à história, o jogo é bem inferior a seus anteriores, começando pelo fato de não haver nele nenhuma das cativantes cutscenes que havia antes. Todo o enredo será passado através de mensagens de texto que dificilmente empolgam. Além das cenas o jogo também perdeu sua forte dublagem, resumindo-se apenas a provocações antes das batalhas. Uma pena, dado que a dublagem concisa e bem trabalhada era um dos pontos fortes dos games anteriores.
Perder boa parte do som infelizmente não é uma das melhores surpresas, mas Takeover ainda assim não desaponta, principalmente por trazer gráficos refinados como os de seus irmãos mais velhos. Claro que eles não chegam perto de superar, mas mantêm o nível e detalham no PSP toda a ação violenta típica da franquia.
Você tem praticamente todos os antigos cenários e personagens a sua disposição. Os últimos, como já conhecido, são personagens baseados em personalidades famosas do Hip Hop americano, como Busta Rhymes, Method Man, Snoop Dogg e David Banner. O elenco ainda se difere utilizando diversos atores Hollywoodianos, entre eles Danny Trejo (Con Air) e Omar Epps (House). Ao todo serão 68 oito lutadores.
Tanto os ambientes quanto os lutadores se mostram de forma impecável no portátil da Sony. Óbvio que houve diminuições em certos detalhes de roupas ou das texturas da massa torcedora, mas tudo claramente em prol do excelente frame-rate do jogo, que, aliás, dificilmente cai. Fora isso, Def Jam se apresenta no PSP como se apresentou nos consoles caseiros.
A dificuldade não é das maiores salvo algumas batalhas, para maiores desafios recomendo enfrentar algum amigo via ad-hoc no modo multiplayer. Em geral o jogo não faz feio, mas também não é um pacote de novidades. A única coisa genuinamente nova mostrada no PSP são as chamadas mounted grapples que, como o nome diz, possibilita você se jogar em cima de seu oponente enquanto este está no chão e desferir uma série de socos contra seu infeliz crânio. Não é o que podemos chamar de grande novidade, mas é sempre bom ver coisas novas.
Como já falado da parte sonora, não há falas a não ser provocações ante as batalhas, fato que prejudica de certa forma toda a atmosfera underground do jogo. Entretanto, nem tudo está perdido, em vista que o jogo possui uma trilha sonora mais do que apropriada que alavanca toda a sensação de se estar lutando no submundo de uma das maiores cidades do mundo. Os efeitos sonoros também raramente irão desapontar, com sons crus e quase que verdadeiros de socos, pontapés e ossos quebrando para briguento algum botar defeito.
Para fechar, se você jogou Def Jam nos consoles, jogará Def Jam Fight For NY Takeover no PSP do mesmo jeito. Os mesmos golpes, estratégias e manhas.
Com uma história convincente (mas não tão interessante quanto seus antecessores) e um dos melhores gráficos já mostrados, o jogo pode ser principalmente recomendado para aqueles que nunca experimentaram a série nos consoles, ou fanáticos da série que precisam de uma dose de violência, não importando a plataforma.