Syndicate nos deixa em 2069. Já não existem governos que comandem as nações. Em seu ligar estão os Syndicates, organizações que têm conseguido estreitar o mundo real do mundo digital. Eles colocam tudo o que os consumidores querem a disposição, mas o fazem por meios tecnológicos, através de um chip neural. Por oferecerem um bem-estar social fora do comum a sociedade, os Syndicates conseguem obter o controle sobre esses indivíduos.
por Daniel Reininger Peter Molyneux é conhecido hoje pelo medieval Fable, mas em 1990 ele fazia coisas bem diferentes, uma delas era um jogo futurista e cyberpunk chamado Syndicate, um cult clássico com foco pesado na história. O original foi lançado em 1993...
A EA resolveu trazer Syndicate e obviamente ela sabe o que está fazendo
por Daniel Reininger
Peter Molyneux é conhecido hoje pelo medieval Fable, mas em 1990 ele fazia coisas bem diferentes, uma delas era um jogo futurista e cyberpunk chamado Syndicate, um cult clássico com foco pesado na história. O original foi lançado em 1993 e era um game de ação e aventura com visão isométrica (de cima, como Diablo) que mostrava uma guerra entre mega-corporações por domínio global. O game chegou a receber uma expansão e uma sequência nos anos 1990, mas caiu no esquecimento desde então.
O tempo passou, e a Electronic Arts, dona dos direitos da série há algum tempo, resolveu colocar o respeitado Starbreeze Studios, de Chronicles of Riddick e The Darkness, para trazer a série para o século XXI com um reboot. Embora Molyneux e seus companheiros da Bullfrog não tenham nada a ver com o retorno da franquia, o game tem se mostrado no caminho certo.
Ambientado em 2069, três megacorporações se enfrentam em uma guerra Brutal: Apari, Eurocorp e Cayman. Para piorar a situação, elas lutam pelo Dart 6, um chip instalado na maior parte da população e que gerencia suas vidas, oferece acesso imediato à várias facilidades, enquanto armazena dados e informações pessoais. Nesse cenário você entra na pele de Miles Kilo, agente do Eurocorp.
A história segue a mesma linha, mas fica claro que tudo mudou logo de cara. Syndicate não é mais isometrico, mas sim um shooter em primeira pessoa, com ambientes futuristas lembrando os de Deus Ex: Human Revolution, mas com gráficos mais poderosos.
O visual invoca alta tecnologia, desde os corredores herméticos e cheios de alta tecnologia da Aspari, uma corporação rival da infame Eurocorp, aos inimigos humanos e robóticos que você enfrenta usando armas e habilidades diversas.
Como é um shooter, nada mais justo do que o arsenal ser vasto, com rifles de assalto, Snipers, e até mesmo Gauss rifle, que acerta inimigos por cantos e através de cobertura. Pense no Bullseye da série da Resistance para entender do que falo.
Entretanto, talvez o mais legal do novo Syndicate sejam as vastas opções de habilidades especiais. Isto adiciona variedade e abre muitas opções para transformar, a cada decisão do jogador, a jogabilidade em algo completamente diferente.
Usando implantes cibernéticos avançados, você pode destravar portas e contornar sistemas de segurança com a mente, obrigar um inimigo a se matar, ou lutar ao seu lado, e até travar suas armas para que explodam quando o oponente tentar atirar. Sem falar no Dart System, que funciona quase como um bullet-time.
Ou seja, Syndicate não é simplesmente um shooter em primeira pessoa, mas uma experiência repleta de elementos diferentes. O jogo conta com Puzzles para resolver, equipamentos para encontrar, itens para colecionar e traz, sobretudo, uma história profunda ambientada em um futuro assustador onde as corporações se tornaram tão poderosas que lutam constantemente entre si sem interferência alguma do impotente governo regular.
A evolução do seu personagem também é interessante: ao matar determinados inimigos você pode extrair as habilidades deles para fazer coisas novas. O que nos leva à skill tree do jogo, que permite que você monte seu personagem como bem entender.
Claro que não podemos deixar de falar do modo multiplayer. Enquanto a campanha single-player apresenta um personagem que trabalha para uma corporação, no modo online até quatro jogadores podem ser sócios de sua própria Corp, o que lhes permite criar itens para destruir seus rivais. Os jogadores escolhem uma das quatro classes padrão, e são incentivados a fazer o uso de suas habilidades específicas e dos elementos tecnologicos para enfrentar os desafios.
Um jogador que decida não se comportar como um médico ou um sniper, por exemplo, provavelmente levará sua equipe à derrota. Fica claro que a correria dos multiplayers habituais não deve dar as caras por aqui.
A Electronic Arts a Starbreeze sabem que os jogadores esperavam por um novo Syndicate há mais de uma década e surpreenderam a tados ao apresentar um shooter com tamanho potencial. Ainda mais levando em conta a rapidez entre seu anúncio em seu lançamento. Pois é, em fevereiro de 2012, o novo game estará finalmente disponível para PC, PlayStation 3 e Xbox 360.