Lançando o jogador no meio de uma batalha de ritmo frenético e intenso, Binary Domain se passa em Tókio, cidade que está sendo invadida por robôs. Ano? 2080. Lutando através dos subsolos abandonados da cidade, os jogadores controlam um pelotão internacional que logo começam a questionar seus arredores e as escolhas que estão fazendo. Estariam os robôs se tornando mais humanizados, ou os humanos que estão se tornando máquinas?
Por Daniel Reininger Do mesmo criador de Yakuza, Toshihiro Nagoshi, Binary Domain é ambientado em uma Tóquio dominada por robôs no ano de 2080. O mundo se tornou um lugar onde a diferença entre homem e máquina não é mais tão clara...
Binary Domain promete ser muito mais do que apenas uma cópia de Gears of War com robôs
Por Daniel Reininger
Do mesmo criador de Yakuza, Toshihiro Nagoshi, Binary Domain é ambientado em uma Tóquio dominada por robôs no ano de 2080. O mundo se tornou um lugar onde a diferença entre homem e máquina não é mais tão clara e os robôs são tão humanos quanto os seus criadores. Obviamente estatutos internacionais procuram impedir a existência de robôs que se comportem, aparentem e até acreditem serem humanos, pois esses tipos de máquinas são claramente vistas como ameaças.
Mesmo assim, androides sofisticados que se passam por os seres humanos andam livremente, em segredo, entre a população. Até que um ataque contra a Bergen, uma das duas principais companhias de robótica do mundo, expõe a verdade ao mundo. Tudo aponta para a Amada, sua concorrente.
É aí que entra em cena Dan Marshal, do grupo RUST, com a missão de invadir a sede da Amada no Japão para descobrir o que diabos está acontecendo. Só que quando o governo japonês descobre a presença ilegal do esquadrão em Tóquio, manda tudo que pode para impedir os caras de completarem suas ordens.
Em termos de gameplay, Binary Domain é um shooter em terceira pessoa, com ênfase no controle de esquadrão e com inimigos que podem ser explodidos pedaço a pedaço. Sério. Atire contra a perna de um robô e ele vai se arrastar até você, tentar agarrar seus pés e se autodestruir. Dispare contra o braço e ele perde capacidade de combate e assim por diante.
O sistema de dano a membros é realmente surpreendente e divertido, mas não é o único elemento que se destaca no novo game da Sega. Os jogadores devem também construir e manter uma relação de confiança com seus companheiros de esquadrão. Como fazer isso? Apoiando seu grupo, coordenando as ações com eles, conversando e evitando fazer besteiras enquanto joga.
Se você colocar seu grupo em uma situação difícil, ninguém vai respeitar seu comando. E aí meu amigo, aqueles soldados que não estiverem contentes com você resistirão às ordens, não curarão o seu personagem e podem até mesmo ficar de fora de combates em posições defensivas que de nada adiantam, afinal eles não têm motivos para arriscar suas vidas.
Entretanto, ao longo de todo jogo existem momentos em que você, como líder, pode influenciar o nível de confiança da equipe com simples ações. Cada missão começa com a seleção de dois soldados, com diferentes personalidades, falas e pontos de vistas sobre o mundo. Escolher um e não outro já pode mudar as coisas. Em outros momentos algumas conversas serão iniciadas e o jogador terá opções de diálogo que podem ter um impacto positivo ou negativo dependendo do soldado. Essas situações devem garantir que o jogador consiga retomar o controle da equipe, mesmo que faça besteiras em batalha.
Pelo que vimos até agora, o jogo tem tudo para ser um bom substituto para os órfãos de Gears of War, afinal a série acabou e, por mais que um quarto jogo deva aparecer, isso não deve acontecer até a próxima geração de consoles. O que deixa a porta aberta para Binary Domain e seu estilo similar, mas com novas e interessante mecânicas.
Alguém mais acha que o potencial é enorme?
O melhor de tudo é que Binary Domain pode surpreender. Embora a história apresentada até agora seja bem direta, definitivamente há espaço para subtramas interessantes. Poderiam haver surpresas como as presentes no filme Blade Runner? Poderíamos ser confrontados com questões morais sobre a destruição de máquinas que não podem mais ser distinguidas dos humanos e apenas querem um lugar no mundo que as vê como escravas? Quem sabe.
Só que os mistérios do game não acabam por aí. Como será que vai ficar a modalidade multiplayer? Será tão boa quanto a de Gears of War que estabeleceu padrões para jogos online? É possível apesar do fato da indústria japonesa ainda enfrentar problemas para produzir experiências online de qualidade, porém isso não significa que Binary Domain não possa ser um dos casos de sucesso. O fato de podermos utilizar Kazuma Kiryu, de Yakuza, como personagem secreto é um bom sinal.
Seja como for, a promessa aqui é grande e podemos esperar muita ação, sequências de alta velocidade, perseguições em estradas, lutas épicas contra chefes e toda a imensidão pela qual os desenvolvedores japoneses são conhecidos.
Adicione elementos de RPG e a possibilidade dos companheiros morrerem como consequência de suas ações, como acontece em Mass Effect, e temos um jogo que pode ser não somente extremamente divertido, mas também uma grande e agradável surpresa. Saberemos quando o jogo for lançado para PlayStation 3 e Xbox 360 em 7 de fevereiro de 2012.