PRÓS
- Animações realistas
- Poderoso sistema de impacto
- Jogabilidade consciente
- Jogos online mais balanceados
- Interface muito bem desenhada
CONTRAS
- Juizes erram mais
- Seleção brasileira Genérica
- Faltam alguns times brasileiros
Por Daniel Reininger
Física, aquela matéria que muitos fugiam na época da escola, é um dos pilares que construiu a série FIFA, talvez hoje a melhor franquia de futebol disponível e líder inconteste de vendas. E é exatamente essa inimiga dos alunos mais preguiçosos que faz da edição 2012 o título mais próximo da realidade futebolística já criado e mostra que a série definitivamente não parou no tempo.
Não sei se você se lembra, mas FIFA 10 revolucionou a série da Electronic Arts e a transformou em referência para o estilo com suas mudanças em design e jogabilidade. Já FIFA 11 consolidou a sua reputação e focou nos aspectos individuais dos atletas. Tudo ia muito bem, no entanto o topo do mundo não era o bastante para a EA Sports e a produtora investiu muito para manter a majestade nesta temporada. Com sucesso!
Chega a ser redundante falar que o jogo está ainda mais realista e rápido, o toque de bola mais preciso e variado, assim como os chutes mais diferentes ainda de acordo com as habilidades e características de cada jogador. Então vou falar apenas das principais mudanças e estou me referindo ao Impact Engine, o tal do Precision Dribbling e o Tactical Defending. Juntos, os três elementos realmente remodelam o gameplay para algo ainda mais supremo.
Para começar, a nova engine de impactos é (quase) tudo o que se podia esperar, isso se perdoarmos alguns pequenos bugs bizarros, e proporciona um contato entre os atletas como nunca se viu em um campo virtual. Os jogadores brigam pela bola, se empurram, fazem jogo de corpo e são afetados por tudo isso, não só com ótimas animações, mas com tanto realismo que alguns encontrões são bastante semelhantes aos de uma partida de verdade.
Sabe o problema que isso causa? Muitos de vocês vão rir, mas é fato: agora os juízes erram mais. Sim, como no jogo do Brasileirão do domingo, agora as colisões em FIFA precisam ser interpretadas e isso causa falhas. Ou seja, algumas faltas passam batidas e outras colisões normais viram falta. Um efeito colateral, verdade, mas que faz o game se aproximar ainda mais do que vemos na telinha ou no estádio.
Outro ponto crucial para o belíssimo jogo que é FIFA 12 é o Precision Drible, talvez a maior inovação deste ano, e indispensável quando dominada pelo jogador. Mas o que isso faz? Simples, permite que você controle a bola com habilidade em espaços curtos. Com isso, oferece muitas opções de jogadas ou dá aquele meio metro a mais de campo que pode transformar uma bola perdida em um gol.
Não podemos esquecer do Tactical defending, que melhora a parte menos glamorosa do esporte e ensina o jogador a ser defensivo e marcar o seu oponente de forma voraz. O novo esquema de defesa é mais preciso e exige pensamento tático a todo o momento, deixando de lado o habitual sistema de pressão dos jogos anteriores. Agora, é preciso prever movimentação e posicionamento dos oponentes para forçar um passe errado ou um recuo de bola. Mas não se assuste, você ainda pode descer a lenha com carrinhos e outras formas de divididas com as quais estamos acostumados. Ainda bem!
Claro que sair pra cima de seus oponentes com o Neymar é mais emocionante do que ficar defendendo, mas quando você domina o novo formato percebe que a jogabilidade muda completamente e para melhor. Claro que sempre existe resistência, então se você não gostar basta ir até o menu opções e mudar para o habitual e acabou o drama.
A jogatina offline continua basicamente a mesma. Os modos não mudaram nada em relação às versões anteriores. Ainda temos os jogos de exibição, ligas, campeonatos, torneios customizáveis e o modo carreira, talvez o ponto principal para muitos. Só que a evolução nessa “campanha” é extremamente lenta e obriga o jogador a prestar muita atenção a pequenos detalhes, um prato cheio para alguns e terror para outros. Pelo menos a simulação das partidas ficou mais próxima dos jogos do futebol moderno e oferece resultados coerentes.
Os gráficos estão mais bonitos, coisa que sempre foi motivo de reclamação de muitos, os menus são bem feitos, as texturas lisas e bem trabalhadas. As principais estrelas do esporte foram bem representados, mas nem todos os jogadores lembram suas contrapartes reais. Os estádios, porém, são fantásticos. O som continua envolvente, com uma boa narração e com os belos cantos das torcidas que te levam para dentro do campo.
Agora o que não ajuda em nada o tão perseguido realismo e autenticidade é a falta de times brasileiros reais licenciados em FIFA 12. Sim, parece piada, todavia é mesmo verdade. Seis clubes ficaram de fora novamente, entre eles o Internacional de Porto Alegre. Pior, o uniforme da seleção brasileira não é o oficial. Triste, mas parece que essa é uma realidade com a qual teremos que nos acostumar por enquanto.
Falando do multiplayer, se até 22 pessoas jogando juntas já não fosse suficiente, o modo online ganhou melhorias. O EA SPORTS Football Club é uma delas e promete oferecer desafios inspirados nos últimos jogos realizados no mundo real. A cada sucesso, o jogador ganha pontos de experiência que permitem a evolução de seu jogador. Outra adição interessante é uma espécie de matchmaking que permite que as partidas sejam mais balanceadas, colocando jogadores com perfis semelhantes para se enfrentarem. Outra melhora é o fato das partidas contra seus amigos agora também valerem pontos.
O Ultimate Team também promete pegar de jeito aqueles com uma quedinha por coleções. Nele, você junta figurinhas de jogadores e monta seu time para competir em torneios ou amistosos. A cada partida você ganha moedas que podem ser trocadas por “pacotes de figurinhas” com novos jogadores, treinadores e itens. Divertido!
Diferente da edição anterior, FIFA 12 inova e muito e é capaz de trazer de volta muitos fãs desgarrados. A sua jogabilidade melhorou novamente e se tornou algo como não tínhamos visto nos games de futebol até agora. Jogá-lo é uma ótima experiência que mistura realismo e comandos acessíveis com genialidade. A EA Sports mostra mais uma vez a impressionante capacidade de evolução da série e, se você gosta de futebol, deixe seus preconceitos de lado e experimente, pois não vai se arrepender.