PRÓS
Os sucessos estão lá
É divertido, principalmente em grupo
Duetos valem a pena
CONTRAS
São poucas músicas
Visual simples
Jogabilidade falha
Faltam extras
Falta um modo carreira
Por Daniel Reininger
Michael Jackson é considerado por muitos o maior artista pop da história, com uma longa carreira repleta de sucessos inigualáveis. Sua presença de palco era fantástica e seus passos de dança se tornaram referências mundiais. Tanto que a Ubisoft resolveu pegar esse grande trunfo e, nos moldes de seu Just Dance, colocar os jogadores para literalmente entrar nos sapatos do cantor em Michael Jackson: The Experience.
Diferente do “clássico” da era 8 e 16 bits, MoonWalker, neste você não tem uma história a seguir. O negócio é apenas dançar. E como todo jogo do estilo que se preze, diversos hits do astro estão presentes para você requebrar. Obviamente não poderiam faltar músicas como “Thriller”, "Bad", “Billie Jean”, “Smooth Criminal”, “Beat It” e outros sucessos. O legal é que todas têm coreografias parecidas com as originais, apesar de não serem exatamente iguais. É realmente divertido tentar imitar os passos do astro ou de seus dançarinos. Sem dúvida o jogo faz juz ao legado do astro com um ótimo setlist.
Apesar das músicas serem ótimas e o jogo divertir, principalmente quando jogado com os amigos, Michael Jackson: The Experience não consegue oferecer uma mecânica particularmente profunda. Basicamente apenas repete o formato que funcionou em Just Dance. É só segurar o Wii Remote (ou o move, ou dançar em frente ao Kinect) e tentar imitar o que os personagens fazem na tela. Só que os controles são muito mais imprevisíveis do que o seu antecessor e alguns movimentos simplesmente não fazem sentido. Para piorar as dicas de movimento e a pontuação ficam fora da linha de visão e não ajudam em nada a jogabilidade. Bem, é a vida.
A falta tanto de um modo carreira e de conteúdos extras decentes (não colocaram nem mesmo um vídeozinho diferente sequer para desbloquear) prejudicam ainda mais a tal experiência prometida. Não há vídeos de shows, nem imagens de bastidores, entrevistas e nem loja para download de mais faixas, literalmente nada. E não dá para considerar o tutorial com um vídeo dos dançarinos como um extra que valha a pena. A coisa toda é muito menos do que o esperado. Patético.
Pelo menos a dificuldade das coreográficas varia bastante. Seja de canção para canção ou do personagem que você escolher, Michael ou um dos dançarinos de apoio. É claro que as coreografias mais complicadas são do rei do pop em si. O rídiculo é que é quase impossível errar completamente um movimento, mesmo que você apenas balance o controle pra cima e para baixo (acredite, eu fiz isso). A coisa toda chega a ser banal. Mas se você quiser bater recordes e estiver apanhando para pontuar, pode sempre contar com uma ajudinha. Como dissemos acima o game conta com tutoriais de treinamento em vídeo que você pode habilitar. É a única coisa desbloqueável do jogo. E considerando que é um “tutorial”, não faz muito sentido vir depois de você conseguir atingir certas pontuações nas músicas. Vai entender o que a Ubisoft estava pensando. Provavelmente não estava.
O visual também lembra bastante Just Dance. Com dançarinos estilizados de aparência brilhante fazendo seus movimentos sobre um fundo em 2D. Isso facilita para seguí-los, mas fica feio na tela. Os cenários são simples, mas capturam o clima da música tocada. Inclusive o background procura recriar o visual dos clipes, o que é show de bola (algo tinha que ser). O momento em que o jogo realmente mostra alguma inspiração visual é quando você ganha uma estrela e uma explosão de luzes vai até a famosa luva de Michael e a deixa brilhando.
Michael Jackson: The Experience não é nada mais do que uma versão bombada de Just Dance focada no astro do pop. A Ubisoft errou ao deixar de cumprir o que prometeu no nome do jogo ao não criar a tal "experiência", deixando de lado material extra do cantor. Ainda assim, a diversão está garantida, ainda mais se você juntar um grupo de amigos para dançar. Até quem está apenas assistindo do sofá entra na brincadeira e pode cantar os diversos sucessos, cujas letras aparecem na tela. O controle por movimento não é nada preciso e a jogabilidade fraca. Ainda assim é um ótimo exemplo de um título de dança. Se você gosta do rei do pop é algo que vale quebrar o cofrinho para ter. Todos os outros podem passar sem.