PRÓS
Um mundo incrível e vasto
Jogabilidade cativante e fluente
Mínimos detalhes sempre interessantes
Gráficos fora do comum
CONTRAS
Facilidade para derrotar alguns inimigos
Muitos anos antes dos ninjas ou outros guerreiros chamativos povoarem os telhados do mundo havia um clã único de guerreiros que viviam invisíveis para todos. Guerreiros supremos da arte da acrobacia, do combate e do assassinato. Interessante? Pois é sobre um guerreiro desses que trata Assassin’s Creed.
Mas não é apenas sobre isso, de fato o game visionado pela Ubisoft fala sobre muito mais assuntos, digamos, totalmente inesperados, mas que infelizmente não poderei falar para não estragar sua surpresa. Fico limitado então a dizer que você controla Altair, cujo nome em árabe significa "A águia" e que vive sua vida como um poderoso assassino a mando de um clã obscuro que prega a igualdade na terra santa.
O tema de Assassin’s Creed, como muitos já notaram, é a furtividade, e por meio dela você deverá sobreviver por três cidades gigantescas e lendárias, sendo elas Damascus, Acre e claro, a fabulosa Jerusalem. Ao contrário do que a grande maioria imaginou, o game não segue o padrão linear como o de seu primo mais velho Prince of Persia. Ao contrário, nesta aventura você poderá percorrer as vastas cidades (e bota vastidão nisso) com uma liberdade que chega a recordar GTA, porém, em proporções épicas.
Seus objetivos irão desde coletar informações por meio da espionagem, ouvindo conversas, interrogando pessoas ou algo do tipo, como também infiltrar fortalezas, recuperar artefatos sagrados ou simplesmente assassinar alguém que passou dos limites. É interessante como você deve fazer o que tiver que fazer, entretanto, sempre mantendo a postura, já que a cidade em si reage a suas ações – se você esbarra em alguém os guardas já começam a olhar feio, se você sair pulando como um louco, bem, as pessoas te olharão como um.
Parece simplório? Mas não é mesmo. A primeira coisa que impressiona em Assassin’s Creed é sua fluência. Altair, como o poderoso assassino que é, viaja por qualquer tipo de terreno, escala muros, anda em paredes, se pendura pelas torres mais altas e consegue se equilibrar até mesmo nos mais finos dos mastros. E tudo acontece muito rápido. Ou seja, segurando os dois botões de ação você executa isso citado anteriormente rapidamente e sem dificuldade alguma. Se isto não impressionar, basta notar que a animação de Altair nunca falha e ele se adapta sem problemas qualquer que seja o obstáculo à frente.
Claro que levar a vida de um assassino não é das mais fáceis e você, na pele de Altair, entrará em muitas confusões, nas quais o sistema de combate entra em ação. Em especial, você contará com sua confiável espada, adagas de arremesso e uma fina lamina escondida no pulso do herói. Claro que as coisas também podem ser resolvidas no soco, mas não aconselho isto a todos. O combate em si é altamente cinematográfico, mas, com exceção do sistema de contra-ataque que exibe a maestria de Altair com a espada, os desafios acabam sendo em sua maioria bem fáceis, geralmente se tratando apenas de atacar no momento certo. Neste ponto um sistema de esquiva seria muito bem vindo, mas não se pode ter tudo.
O que não se pode negar é que Assassin’s Creed é um daqueles títulos que leva a os games adiante, e qualquer um que se sinta cético quanto ao jogo, basta apenas que de uma olhada no visual para mudar de idéia. Em poucas palavras, é um game vasto, detalhado e extremamente belo, além de divertido de se imergir. As três cidades do jogo são massivas e elas nunca perdem o brilho, esteja sendo vista de longe, bem de perto ou do ponto mais alto. Tudo está lá e tanto o PlayStation 3 quanto o Xbox 360 jamais engasgam.
Além das construções, há as centenas de habitantes das cidades, cada um com suas rotinas, assim como as longas estradas que separam as cidades e que você percorrerá quase sempre a cavalo, para provar que o pessoal da Ubisoft Montreal não entende apenas de construções em concreto. Um game altamente artístico, no qual tudo adiciona um pouco mais à experiência, seja o sol forte do início do primeiro milênio refletido pelo ambiente ou a brisa que varre o chão levantando poeira e folhas.
Do ponto de vista sonoro o game se mostra igualmente possante, ainda que este fator não seja tão impactante como o visual. Este se mostra simétrico aos gráficos, passando exatamente a sensação daquilo que você vê, uma cidade que não pára, com o cantar dos pássaros, o som da brisa matinal, das pessoas discutindo no mercado mais próximo ou dos cachorros que vivem nas ruas. Tudo isto, mais os sons das clássicas espadas e manobras, que também se mostram originais e bastante cinematográficas. A dublagem também é concisa e os atores passam sem problema algum o drama vivido pelos muitos personagens do enredo.
Finalizando o conto: Assassin’s Creed é daqueles jogos que você lembrará para sempre, somando um visual estupendo, um enredo cativante e mínimos detalhes que compõe uma grandiosidade raramente vista nos jogos de hoje em dia. Com suas 20 horas e infinitas possibilidades, o jogo não apenas vale a pena, é necessário.