PRÓS
Sistema de Metrópole bem vindo.
Gráficos espetaculares, isso é, se você tem uma boa máquina.
CONTRAS
Os combates às vezes podem ficar tediosos.
Frame-rate tende a engasgar.
Bom jogo ou não, é “mais do mesmo”.
Passado seis anos desde que Age of Empires II: The Age of The Kings se consolidou como um dos jogos mais influentes no ramo da estratégia em tempo real, misturando história mundial a elementos únicos e inovadores. Pegando o embalo no sucesso, veio o excelente Age of Mythologies, que novamente colocou o nome da Ensemble Studios no mapa. Agora voltando às raízes da série, a desenvolvedora vem com Age of Empires III, que avança muitos anos ao futuro, trocando espadas e catapultas por canhões e rifles, mantendo os clássicos da série.
Como alguns já podem ter imaginado (ou visto), o novo game gira em torno das potencias européias e seus confrontos (muitos deles fictícios) pelas colônias da América do norte e sul, o choque de culturas e a passagem através de 5 épocas que dividem a chamada era industrial.
Oito civilizações tomam as rédeas, sendo eles os sempre cotados Franceses, Ingleses, Espanhóis, Portugueses, Russos, Holandeses, Alemães e os Otomanos, cada um com pontos chaves e tendências militares diferentes. Outros povos também fazem pequenas aparições como mercenários, ou até algumas tribos nativas americanas.
Claro que, quando falamos das diferenças, essas são praticamente mínimas, coisinhas como o fato de que os Britânicos ganham mais trabalhadores à medida que são construídas mais casas, ou como a infantaria Russa se desenvolve mais rápido, em prática, nada disso realmente faz diferença em combate já que todas as civilizações se assemelham muito.
De qualquer forma, Age of Empires volta com tudo que você esperava ver, um longo e detalhado modo single player que em três atos, conecta as gerações, o aclamado skirmish totalmente customizado e, como não poderia deixar de ser, o modo on-line onde você pode competir contra qualquer pessoa do mundo, com direito até a ranking.
O scenario editor também não ficou de fora, caso você esteja querendo criar sua própria campanha e de bônus ainda temos informações enciclopédicas sobre as unidades, arquiteturas, culturas, circunstancias e outros detalhes sobre as civilizações do jogo.
Velhos de guerra da série não terão problemas com a terceira versão do épico, para ser sincero, nada realmente mudou e a única coisa que pode pega-lo de surpresa, é que como o novo jogo se passa na época do Imperialismo, agora existe uma Metrópole tomando conta de você, a colônia. Em qualquer hora do jogo é possível acessar sua Metrópole que ocasionalmente mandará ajuda em forma de recurso econômicos e militares.
Você tem acesso a esses privilégios através dos pontos de experiência recebidos à medida que se evolui (mais edifícios construídos, conquistando inimigos) através do jogo. Esses presentinhos variam de acordo com sua era, de início você receberá apenas bens econômicos e mais para frente, tem direito até a canhões e cavalaria.
Então, basicamente deve-se saber balancear quando usar o apoio da Metrópole, talvez seja melhor pedir todo o apoio logo de início para lançar uma ofensiva em seus oponentes, ou esperar para chamá-los durante uma possível emboscada. Esse sistema foi uma adição muito bem vinda ao clássico estilo de Age, graças a ele a jogatina se torna ainda mais versátil.
Graficamente, o game vai muito mais longe que seu antecessor, tão longe que chega até a engasgar. Piadinhas a parte, mesmo com os movimentos estranhos de certas unidades e problemas com o frame-rate, Age of Empire III é um dos jogos mais impressionantes da atualidade, principalmente quando notamos a beleza dos mapas com água, onde estas podem ser vistas se quebrando frente aos massivos navios de guerra.
A Ensemble não poupou esforços quando o assunto foram "detalhes" e tudo que você imagina que dá para ver está lá. Veículos e edifícios se quebram e várias partes, efeitos de explosões dos tiros e fumaças aparecem por todas as partes, em geral proporcionando um belo espetáculo ao jogador.
Os ambientes são variados, e vai desde a mata fechada das florestas Sul-Americanas até o frigido mapa de Yukon, a animação das unidades também não deixam a desejar. Pode ter certeza que os combates proporcionarão alguns momentos memoráveis, principalmente quando os canhões entram em cena, antes destes, bem, você não verá nada demais. No mais, Age III roda razoavelmente bem até nas máquinas menos bombadas.
Do ponto de vista sonoro, o jogo também se faz competente. Claro que como mais um RTS (estratégia em tempo real), você ouvirá as mesmas vozes milhares de vezes, mas fazer o que, isso tudo vem incluído no pacote. Destaque para os sons das armas, em especial dos canhões que dão uma dramaticidade a mais ao jogo. As músicas do jogo cumprem seu devido papel sem problemas, geralmente elas variam de acordo com a cultura dos povos escolhidos, dando mais personalidade aos ambientes do jogo.
Para por um ponto final: Age of Empire III oferece muito do que fez Age II tão grandioso e um pouco mais de profundidade. Aqueles que estavam esperando um jogo para revolucionar ou até reinventar o gênero, infelizmente se encontrarão desapontados principalmente pela similaridade entre este e seu irmão mais velho. De qualquer forma, qualquer um que esteja à procura de um RTS complexo com gráficos de tirar o fôlego deve ter Age III como o primeiro da fila de recomendados.