Por Daniel Reininger Metro 2033 foi muito bem recebido pela crítica quando apareceu em 2010, graças a sua beleza, gerada por um motor gráfico próprio, e universo rico e assustador inspirado no livro de Dmitry Glukhovsky. Embora seu orçamento tenha sido baixo em...
Artyom retorna para uma nova aventura pelos metrôs de Moscou
Por Daniel Reininger
Metro 2033 foi muito bem recebido pela crítica quando apareceu em 2010, graças a sua beleza, gerada por um motor gráfico próprio, e universo rico e assustador inspirado no livro de Dmitry Glukhovsky. Embora seu orçamento tenha sido baixo em comparação com grandes produções, o jogo fez um relativo sucesso e agradou a muita gente. Obviamente, quando isso acontece podemos esperar por uma continuação. Pois é, a THQ não perdeu tempo e anunciou Metro: Last Light, que chega para a alegria dos fãs de cenários pós-apocalípticos e diatópicos, como eu.
Diferente do original, Metro não será baseado em um livro, apesar de continuar a história do primeiro jogo, o que permite maior liberdade à equipe de produção. A trama ainda se passa em Moscou logo após os eventos do original, quando Artyom faz um ataque devastador contra a misteriosa raça sobrenatural que domina o planeta. As cidades dos metrôs, onde a humanidade luta pela sobrevivência, estão em uma guerra por supremacia usando as armas encontradas no final do jogo original. Em meio ao caos, Artyom deve procurar um misterioso prisioneiro que pode ser a última luz no fim do túnel.
A A4 Games promete fazer de Last Light o jogo mais bonito da história para consoles, promessa que reflete no PC, então espere exigir muito de sua máquina. O motivo disso é o motor gráfico renovado, com efeitos de luz e partículas muito mais poderosos e os sons mais intensos, o que torna toda a experiência incrivelmente real. As animações dos mutantes estão muito bem feitas, assim como o sistema de destruição do cenário.
Mais animador ainda se levarmos em conta que estúdio já provou com o jogo anterior, e também com imagens e demos de Last Light, que sabe criar um ambiente pós-apocalíptico convincente, com prédios destruídos, carros abandonados em um engarrafamento, sociedades típicas desse tipo de cenário e monstros misteriosos.
Caso você não saiba, o game basicamente de tiro em primeira pessoa, com elementos de survival horror e RPG. Os sustos e o combate terão muita importância no game, segundo a produtora. Por isso mesmo a escuridão não será apenas um inimiga, mas também importante aliada na hora de usar a furtividade para despercebido pelos seus inimigos. Essa é, muitas vezes, a melhor maneira de atravessar zonas militares de cidades e grupos rivais.
Apesar de imagens do exterior dos túneis terem sido mostradas até o momento, boa parte do game se passa mesmo embaixo da terra. Isso não significa que só ficaremos sob o chão, pois os ambientes abertos estão prometidos, apesar da radiação ser um enorme problema a ponto de não permitir a vida normal por lá. O jogo fará muito uso do jogo de luz e sombra, afinal a escuridão é o que mais se vê no metro. A luz é rara, criada por fogueiras e fontes de luz mantidas por geradores.
O game aposta em seu cenário, e com razão, tendo em vista a atenção aos detalhes. As faccções, como o Reich, são crediveis, existe vida no mundo além da pssagem do personagem principal pelos cenários e é possível perceber até uma economia rolando. Isso conta muito a favor do game e pessoalmente posso dizer que é impressionante como cada aspecto do universo afeta a jogabilidade e a maneira de encarar o game.
A AI dos soldados e mutantes parece boa durante o combate, porém isso não é verdade para os momentos em que Artyom tenta passar despercebido por eles. Uma coisa que incomoda é que nem mesmo o tiroteio alerta tropas próximas e ser detectado exige habilidade (ou falta dela). Isso pode ser consertado até o lançamento, claro, no entanto só saberemos com certeza quando estivermos com o título em nossas mãos esperando o próximo susto.
Talvez a maior mudança de Last Light em relação a seu antecessor seja a presença do modo multiplayer. Basicamente ele estará lá para vender mais, porém ainda pouco se sabe como funcionará. Essa adição pode ser vista como um esforço que a THQ e o estúdio 4A Games estão fazendo para divulgar Metro, que com mais tempo e um orçamento maior, pode superar e muito o original.
Metro: Last Light não será lançado até 2012, mas já está dando muito o que falar. O melhor de tudo é que não serão apenas os donos do Xbox 360 e PC que poderão se aventurar pelos tuneis escuros de Moscou, como aconteceu com seu antecessor. Desta vez o horror e a escuridão chegam também ao PlayStation 3 e até mesmo para o novo console da Nintendo, o Wii U. Então que venham os sustos!