PRÓS
Muitas Cutscenes
Jogabilidade única
Uma nova facção
Modo multiplayer viciante
Campanha desafiadora
A adição do BattleCast
CONTRAS
O jogo pode ser cruel com os novatos
Depois de muito tempo de espera, um dos clássicos máximos dos RTS (Real Time Strategy) retorna aos PCs (e futuramente no Xbox 360), para colocar um ponto final na guerra entre a Global Defense Initiative e a Brotherhood of Nod, começada em 1995. Se você acompanha a série Command & Conquer desde seus primórdios, saiba que Tiberium Wars traz absolutamente tudo que fez a série um hit ao longo dos anos, e um pouco mais.
Quando falo tudo mesmo, é tudo. Com direito a todo aquele recheio de cutscenes filmadas antes e entre as missões, e a participação clássica de Joe Kuncan no papel do assustador e carismático Kane, comandante dos Nod. E enquanto muitos possam achar que uma simples história de guerra não é interessante o suficiente para cativar, o enredo de C&C Tiberium Wars é muito bem estruturado, repleto de suspense e personagens cativantes, contando o mesmo conflito nos diferentes pontos de vistas das facções.
Mas indo direto ao assunto: Naturalmente Command and Conquer 3: Tiberium Wars é belo como um jogo dessa nova geração deve ser. O pessoal da EA deu atenção total até aos mínimos detalhes, resultando não só em cenários vivos que são deformados de acordo com o rumo dos combates, mas também unidades únicas. Cada soldado ou veículo se movimenta e ataca de um jeito diferente, de forma que você praticamente nunca se cansa de ver a ação do jogo.
Claro que não preciso nem falar dos estonteantes efeitos especiais que explodem por toda a tela, deixando o jogador como se estivesse frente a um filme de guerra sci-fi, com uma menção especial para as lendárias armas da GDI e dos Nods, o Ion Cannon e a Vapor Bomb respectivamente, que fazem um retorno triunfal para deixar qualquer fã de cabelos em pé, mais belas e devastadoras do que nunca antes.
A parte sonora segue de perto toda a grandiosidade do terceiro capítulo da série, na qual se destacam principalmente as vozes de cada uma das unidades, algo que geralmente incomoda em outros RTS, e que em C&C 3 é aplicado perfeitamente. Em geral, toda a combinação dos arranjos orquestrais do game com os efeitos sonoros de explosões, tiros e pesados veículos cai sem problema algum no game.
Porém, não apenas contente em simplesmente trazer o clássico à tona, o time de produção deu vida a uma nova facção, os Scrin. Trata-se de raça alienígena que invade a Terra na busca do tão sonhado minério que há tempos é o foco da série. Jogar com a nova raça não é coisa para iniciantes. Ao contrário das outras facções, ela necessita de cuidado detalhado e atenção mínima para com as unidades, o que pode ser algo complicado em C&C 3: Tiberium Wars, que encoraja acima de tudo uma jogabilidade rápida e explosiva (para os padrões de um RTS, claro) na qual o combate pode ser decidido em um único e preciso ataque com mínimas unidades.
E falando em ataque, os objetivos de cada fase agora estão mais dinâmicos do que os outros games da série. Desta vez há muito mais do que simplesmente explodir uma base inimiga ou defender certo território. Claro que você ainda faz isso, mas agora os objetivos variam entre diversas coisas, desde usar engenheiros para capturar bases hostis até mesmo juntar-se a uma tropa dos Nod (isso, você não leu errado) para conter os temidos Scrins.
Depois que ambos os modos campanhas se extinguem, como toda boa versão de Command & Conquer, o modo multiplayer entra em ação e é aí que o jogo brilha mais. Batalhar contra oponentes humanos é ainda melhor do que enfrentar a impiedosa IA (Inteligência Artificial) do game, dada às possibilidades infinitas. O jogo, ao contrário da mensagem passada pelo seu visual, é leve e até as batalhas mais destruidoras entre oito jogadores acontecerão com no máximo alguns mínimos slowdowns, ou seja, nada que prejudique a experiência.
Para terminar, você ainda tem a opção de transmitir a partida para outros jogadores através do programa gratuito chamado de BattleCast, com direito até a narração e replays, aumentando muito a competitividade das partidas. Afinal, quem gostaria de fazer feio frente a uma infinidade de internautas?
Fato é fato: Command & Conquer 3: Tiberium Wars é um dos melhores RTS já lançados na história. Longe de ser apenas uma atualização gráfica, o game é um tributo ao avô dos jogos de estratégia, trazendo todos os fatores clássicos da franquia junto a novos elementos que mantêm a experiência nova e empolgante. É o tipo de jogo que pode ser recomendado tanto o para os veteranos da série quanto aos novatos da nova geração. Guerra para George Bush algum botar defeito.