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Daniel Reininger

Chris Stewart, produtor de Sword of the Stars II, bate papo com o GameStart para contar muitas novidades sobre o esperado jogo de estratégia da Paradox para PCs. Confira:

GameStart: Stewart, para começar, Sword of the Stars é uma série no melhor estilo estratégia 4X (explore, expand, exploit, exterminate ou explorar, expandir, tirar vantagem e exterminar). Como a sequência evolui esse conceito e faz o jogo ser uma experiência realmente única?

Chris Stewart: Penso que a nossa palavra de ordem desta vez é "personalização". Nós queremos dar a vocês a sensação de realmente construir um império que reflita sua personalidade e não seja apenas códigos matemáticos que tornam óbvio o melhor caminho. Por exemplo, você não escolhe simplesmente uma forma de governo ou um monte de políticas públicas visando os bônus que quer e acaba com as escolhas limitadas mais pra frente. Em Sword of the Stars II a maneira como você administra seu império é o que determinará a forma de governo. Você constrói um sistema que reflete suas preferências; você não é obrigado a usar um formato criado por nós que mais se aproxime daquilo que quer.

GameStart: Em quais outros aspectos a personalização é importante?

Chris Stewart: A personalização está presente em todos os aspectos do game. A enciclopédia do game permitirá que você faça anotações sobre as descobertas e tecnologias e compartilhe-as com seus amigos. O design das naves está mais elaborado do que nunca e o encoraja a testar novos formatos antes de fabricar naves novas. Nós ainda temos uma ideia fixa sobre o que queremos que o mundo de nosso jogo seja, mas isso não significa que nós devemos dizer como jogar nele.

GameStart: Toda essa personalização terá efeito também nas lutas, claro. Então nos fale um pouco mais sobre o sistema de combate de Sword of the Stars II. Como vai funcionar em relação ao primeiro título?

Chris Stewart: A grande mudança no sistema de combate é que agora temos três planos para as naves se moverem durante uma batalha, significando três dimensões de posicionamento para sua frota. Com isso você passa a ter combates mais sofisticados que permitem manobras para manter uma posição mais segura ou mais vantajosa taticamente. Quando você aplica isso ao nosso novo sistema de danos, o qual modela sistemas de naves e arquiteturas de naves em maior detalhe, você passa a ter o potencial para batalhas que são mais uma questão de quem traz as maiores armas para a luta. Deixe-me dar um exemplo, armas em geral podem fazer o mesmo dano básico, mas alguns tipos podem penetrar cascos e danificar sistemas da nave que não estejam na superfície. Ou seja, a arma que escolher, a localização das suas naves e ataques importam muito mais em um combate.

GameStart: Devido ao fato de você construir seu império, além da complexidade e realismo do jogo, a série já foi comparada mais de uma vez com Civilization. Você pode comentar um pouco sobre as semelhanças e disparidades dos dois games? Vocês consideram que o público de ambas as franquias é o mesmo?

Chris Stewart: Acho que existe sim uma sobreposição de nossos públicos. Quero dizer, Civilization é o número um entre as franquias de jogos de estratégia por turnos do mundo. Existem muitos jogadores de estratégia que jogam os dois e amam ambos. Há muitas similaridades, claro. Você começa pequeno e turno a turno constrói um império digno de seu nome por meio da ciência, diplomacia e combate.

A ambientação na verdade é muito diferente, mas já houve vários jogos estilo Civ e de ficção científica, como Alpha Centauri e Galactic Civilizations. Uma coisa que diferencia Sword of the Stars II desse grupo de jogos é o fato de não vermos raças alienígenas como intercambiáveis. Nosso universo enfatiza a forma como cada raça evoluiu diferentemente e a maneira como se joga e as decisões tomadas como líder mudam de raça para raça, até mesmo em relação a qual design de nave é viável. Novamente, personalização é a palavra.


GameStart: Você mencionou os alienígenas. As seis raças do game original e sua expansão estão de volta, mas suas motivações e aspectos mudaram. Além disso, uma nova raça chamada Suul'ka foi revelada. Como uma raça antiga repleta de segredos, eles certamente podem adicionar muito ao enredo. Você pode falar um pouco sobre elas e também da forma como cada uma delas interage e se relaciona com o universo do game?

Chris Stewart: Eu não quero entrar em muitos detalhes sobre as raças até que estejamos prontos para liberar toda a informação de uma vez, e isso será logo, esperamos. E os Suul'ka são uma das raças de que nos orgulhamos; ela se encaixa bem dentro da grande tradição da ficção científica "Pulp", na qual uma grande e antiga raça alienígena retorna para retomar o que é seu por direito.

Como a ficção do jogo é tão importante, o aparecimento dos Suul'ka é o tipo de coisa que causa divisões em um universo pacífico. Há raças que foram escravas dos Suul'ka. Outras têm uma história de colaboração. Existem algumas, como os humanos, que não têm experiência alguma com esse grande mau. Esperamos que o jogo seja capaz de transmitir um pouco desse background para o jogador por meio de como as diferentes raças se relacionam umas com as outras e com as novas ameaças.


GameStart: A série tem um visual estilizado e um mundo amplo que cativam os fãs de ficção científica e Space Opera, você pode falar um pouco sobre suas inspirações para Sword of the Stars e como pretendem manter a qualidade da série sem deixar de inovar.

Chris Stewart: Fomos capazes de manter o universo inovador com expansões para o primeiro Sword of the Stars, cada uma delas introduziu uma nova raça e, portanto, uma nova história e arte. Isso é muito importante para nós como uma equipe, já que é fácil fazer apenas arquétipos de ficção científica e nada mais do que isso, pois esse tipo de coisa vai funcionar em alguns games.

Nós levamos não só o design a sério, mas também a própria ficção científica como um todo, então é possível detectar todos os tipos de influência aqui e ali. A maioria é inconsciente já que esse é o ar que nossos escritores respiram. Porém, sempre tentamos colocar o máximo de nossa própria essência no que poderia ser visto como um conto bastante familiar.


GameStart: E fazer uma sequência é mais desafiador, pois gira em torno de melhorar algo que já existe, ou criar algo do zero é mais complicado? Qual está sendo o maior desafio da equipe de produção?

Chris Stewart: Sword of the Stars II é particularmente desafiador como uma sequência, porque não é simplesmente o mesmo jogo refeito com uma nova engine e mais coisas, que é o que você encontra na maioria das sequências de estratégias. Civ V não é nada além de um novo Civ IV. O que chamamos de sequências nesse trabalho são na verdade remakes na maioria do tempo.

Apesar de ser uma sequência, já que Swords of the Stars II foi construído a partir do primeiro, mas não é a mesma coisa. Os desafios enfrentados são diferentes porque você começa mais avançado. Você começa com um pequeno império já montado, não um simples módulo central a partir do qual você expande. A história avança também, então é mais como uma sequência de um filme do que uma de jogo. Claro, os sistemas e o universo já estavam lá, no entanto é mais do que um adicionar um detalhe aqui e outro ali.

Acredito que cada pessoa em nossa equipe diria algo diferente sobre quais foram os desafios específicos. Temos uma nova engine, o que significa que nossos programadores e artistas tiveram que achar uma maneira de fazer o design do jogo ficar bonito e funcionar corretamente. Falar sobre o que faz Sword of the Stars II especial não é algo fácil, já que a ficção cientifica original não tem aquele gancho automático que atrai as pessoas. Estamos constantemente escrevendo novas coisas de Sci-fi enquanto desenvolvemos. Mas tem sido ótimo ver o jogo tomar vida a cada dia e a cada semana.


GameStart: Umas das grandes mudanças da sequência, a árvore de tecnologia de foi ampliada e ficou mais exótica. Além disso, as eras mudaram. O game começará após a descoberta da fusão e seguirá até a Era da antimatéria. Como essas mudanças afetam a jogabilidade? E o que isso significa para os fãs?

Chris Stewart: A grande mudança, claro, é que não fazemos o jogador começar do zero tecnologicamente como a maioria das sequências faz. O motivo para isso é que Sword of Stars II é uma sequência para uma história assim como para uma série de game. Não fazia sentido você ter que descobrir todas essas tecnologias novamente. Isso também significa que menos tempo será gasto fazendo naves menores já que você tem a tecnologia para construir uma frota de naves capitais. Nós temos todo o tipo de surpresa e opções na parte de tecnologias, então ainda há muito o que esperar.

GameStart: Evolução parece ser a palavra chave do game. Tanto para as raças, como para a tecnologia e gameplay. Como isso afetará o jogo por completo? O modo multiplayer também será melhorado?

Chris Stewart: Evolução é um bom jeito de olhar para as coisas, mas não somente da série. De algumas maneiras, Sword of the Stars II é uma evolução na ideia do 4x porque realmente avança a um novo nível a ideia de você construir o seu próprio império galáctico baseado em decisões tomadas, dando a sensação real de controlar o governo, a economia, o design das naves e até a documentação que evolui com você.

Quanto à sua segunda pergunta, o modo multiplayer dará suporte a até oito jogadores e será auxiliado pela inteligência artificial que tomará controle de qualquer império que fique sem seu jogador por alguns turnos.


GameStart: Mudando um pouco de assunto, muitos alegam que os jogos para computador estão morrendo, apesar de sistemas de vendas eletrônicas como Citam provarem que existem maneiras de faturar com os jogos hardcore na plataforma. Como você vê o mercado atual de jogos de PC?

Chris Stewart: Penso que nunca existiu uma época melhor para ser um jogador de PC. Há mais do que nunca uma grande variedade e originalidade vindo de pequenas e médias desenvolvedoras, especialmente do gênero estratégia. E conforme cada vez mais pessoas se conectam à internet, é mais fácil para desenvolvedores ainda menores terem seus jogos na mão dos jogadores. O PC é a única plataforma realmente "aberta" que permite que qualquer um crie e publique conteúdo, o que significa que é possível ter criatividade de verdade enquanto as produtoras assumem os riscos de design. Isso não significa que o PC será a plataforma dominante algum dia, mas é mais do que possível ganhar a vida com design para jogos de PC.

GameStart: Em sua opinião, qual é a melhor coisa de Sword of the Stars II? Aquele elemento único que o destaca entre todos os outros jogos do mercado e faz o fã do gênero estratégia, e melhor, aquele cara que não é fã, querer o jogo?

Chris Stewart: Duas coisas na verdade. Primeiro tentamos construir um mundo de ficção científica que é plausível. Isso significa escrever a trama e a história de um jeito que melhore a jogabilidade, e não apenas seja um pano de fundo; realmente esperamos que isso atraia os fãs de Sci-fi. Há algum tempo, jogos sobre espaço e naves ou conquistas da galáxia eram grandes atrativos; nós ainda achamos que a audiência está por aí e eles apenas precisam ouvir falar de Sword of the Stars II.

Segundo: temos uma comunidade maravilhosa que não apenas comprou o jogo e nos disse do que gostaram, eles nos ajudaram a fazer o jogo de uma maneira nova e interessante. Nós realmente apreciamos o entusiasmo de nossos fãs e esperamos que gostem do que preparamos para eles.


GameStart: Quanto falta para o jogo ficar completo? Podemos esperar alguma demo em breve?

Chris Stewart: Nós ainda temos um caminho a seguir. Estamos trabalhando duro em uma série de sistemas chave e tentamos garantir que o jogo lançado seja digno de nossos fãs. Infelizmente não estamos prontos para anunciar uma demo por enquanto.

GameStart: Para fechar, gostaria de agradecer muito a sua participação e a atenção dada ao GameStart e aos fãs brasileiros. Também quero pedir que deixe uma mensagem para os fãs brasileiros da saga que estão esperando ansiosamente por Sword of the Stars II.

Chris Stewart: Eu acho que eu poderia dizer para os fãs brasileiros de Sword of the Stars serem pacientes. Queremos dar a eles o melhor jogo que pudermos, pois eles merecem. Queria aproveitar e pedir para vocês falarem sobre Sword of the Stars II para seus amigos.

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