PRÓS
Gráfico estiloso
Ação única
Jogabilidade bastante acessível
CONTRAS
Requer certo treino
Dificuldade bem baixa
Curta duração
Quando Tomonobu Itagaki, o pai adotivo da série Ninja Gaiden, disse que faria Ninja Gaiden Dragon Sword, a versão da franquia para Nintendo DS, pensando em sua filha, ele não estava brincando. Pois o resultado final definitivamente é um game de ação que até uma criança de oito anos pode manipular. E o melhor de tudo: Quase todas as características da franquia foram mantidas.
Você novamente encarnará o silencioso ninja chamado Ryu Hayabusa, que agora contará com a ajuda de uma novata chamada Momiji. Como em todos os jogos atuais da série, o enredo não costuma ser o ponto principal e tudo que você precisa saber é que seres malignos invadiram o vilarejo do nosso herói e, por isso, deverão pagar caro.
Ninja Gaiden: Dragon Sword joga fora toda a complexidade dos botões e apela para um único e simples comando, o traço de sua caneta. O jogo é um daqueles que, como Hotel Dusk: Room 215, você deve jogar com o DS deitado em mãos como se fosse um livro, e o único botão que deverá pressionar será o direcional para se defender (caso seja canhoto, o botão de defesa se tornar os botões normais do portátil). Andar, pular, atirar shurikens, cortar com a espada e tudo mais, fica centrado na caneta e, por mais que isso pareça gerar confusão, isto não acontece.
Aliás, é bem o contrário. Ninja Gaiden que sempre foi uma série exclusiva do público mais adulto, agora se torna muito mais acessível a ponto de qualquer um poder jogar - até mesmo uma criança. Claro que correr (apontar com a caneta para a direção que quer), bater (fazer uma linha sobre o inimigo) e pular (traçar uma linha vertical sobre Ryu), tudo ao mesmo tempo, pode acabar em muitos movimentos involuntários, ainda assim, nada que algumas sessões de treino não remediam. E com mais um pouco de tempo, você já estará aplicando o poderoso Izuna Drop, no qual Ryu agarra seu oponente em pleno ar e mergulha ao solo violentamente, sem problema algum.
E a nova jogabilidade não foi a única que incorporou fielmente todo o estilo construído nas duas versões lançadas para os consoles. Ninja Gaiden: Dragon Sword não exibe cenários renderizados em tempo real como seus irmãos mais velhos, mas conta com pomposos cenários pré-renderizados que representam toda a arte da série e casam quase sempre sem problemas com a maioria dos inimigos e outros personagens que correm pela tela.
A parte sonora também tenta ser idêntica às versões caseiras e supera até mesmo o visual nesse ponto, com seus efeitos sonoros de espadas que se chocam, do protagonista invocando uma de suas poderosas magias e, claro, com suas músicas que misturam batidas típicas do oriente com um pouco de eletrônico.
O que pode desapontar alguns e com certeza desapontará os chamados hardcores da série, é a dificuldade, que com o evoluir do jogo se torna um tanto óbvia, mesmo durante os medonhos chefes, que acabam sendo vítimas dos mesmos processos um atrás do outro. Porém, saiba que dificilmente isto mancha o jogo, sendo uma experiência única em um portátil como o Nintendo DS que nunca fora famoso por seus jogos de ação. Quanto a duração, Dragon Sword não é muito longo e dura no máximo algumas boas sete horas.
Depois de cortar o último inimigo: Ninja Gaiden: Dragon Sword pode não ser o melhor jogo do sistema, mas está entre aqueles que são únicos e oferece um pouco da jogabilidade que caracterizou Ninja Gaiden na geração passada, sem muito esforço. Ação na medida certa e para todas as idades. Se é isto que procura, nada melhor que o episódio portátil de Ninja Gaiden.