PRÓS
Excelente trilha sonora
Humor descompromissado
Personagens cômicos
Jogabilidade funcional
Dificuldade no ponto certo
Multiplayer de fácil acesso
CONTRAS
Ocasionalmente as músicas não combinam com a história
O gênero musical entre os jogos sempre seguiu de perto a evolução dos videogames. Certo, talvez não exatamente sempre, mas principalmente após a popularização do hit da Sony, Parappa The Rapper, ainda nos tempos do saudoso PlayStation. Depois dele nasceram cada vez mais títulos, ramificando-se em diferentes tipos de jogabilidade, indo do clássico Dance Dance Revolution ao hilário Bust a Move.
Elite Beat Agents é a resposta ocidental para o comentado Osu! Tatakae! Ouendan! também para DS, que trazia ridículos lideres de torcida salvando as pessoas em necessidade através do poder de suas músicas. Dos cômicos desenhos à trilha sonora impossível de se entender, puramente composta por J-Pop, o game chamou atenção por sua jogabilidade diferenciada, dificuldade extrema e a forma como demorava para se tornar enjoativo.
Criado pela Nintendo of America, Elite Beat Agents não é uma simples tradução do game japonês previamente comentado, mas sim uma versão totalmente nova e especialmente ocidentalizada para o maior entendimento (e consequentemente diversão) do público.
Sendo assim, agora você controla o que parecem ser os Homens de Preto (MiB), a diferença é que eles trabalham para um general misterioso e viajam todo o mundo resolvendo os problemas das pessoas. E como se salva as pessoas? Ora, da forma mais "óbvia" possível, com várias coreografias que parecem ter saído dos clipes mais clássicos de Michael Jackson nos anos 80, ou de algum filme da época dançante de John Travolta.
A jogabilidade é simples, bem simples, e consegue realmente viciar. Vamos por partes: Primeiro de tudo você joga por diversas fases cumprindo a missão dos heróis fanfarrões. As histórias são sem sentido e totalmente hilárias, coisa como salvar duas patricinhas em meio ao deserto, ajudar um cachorro pirado a voltar para casa ou até mesmo conduzir um táxi com uma grávida até o hospital. Bom, pensando bem, essas são as histórias mais "normais".
Em segundo, as músicas que passam durante as fases não são quaisquer músicas, são músicas especialmente colocadas para cada situação. Você escuta as músicas, comanda a dança dos agentes e assiste a história se desenrolar na tela de cima. Citar exemplo da conexão das músicas com as historinhas é fácil: Lembra das patricinhas do parágrafo acima? Pois bem, enquanto você as ajuda fica tocando o hit da Madonna, Material Girl.
Em terceiro, eu disse que o jogo é simples. Até aí, sem problemas, porém, quem imagina que simples quer dizer fácil, terá de rever os conceitos. Elite Beat Agents é difícil, realmente difícil, só que não chega a frustrar. Pelo contrário, você se vê jogando cada vez mais para pegar o ritmo exato de cada música.
E falando em ritmo (para quebrar com a contagem), está seria a palavra chave. Você deverá tocar a tela sensível do DS com a stylus de diversas formas para ativar a coreográfica dos três agentes. Serão espirais, simples pontos, arcos e todos os tipos de formas, só que não se deve simplesmente "desenhar" pelo jogo, você deverá tocar a tela como o jogo pedir e no ritmo da música.
As músicas são variadas e vão desde clássicos da banda Deep Purple até hits modernos como os da jovem Avril Lavigne. O que significa que enquanto você poderá fazer movimentos calmos em certas fases, em outras praticamente estará violentando a tela de seu DS freneticamente, com perigo até de riscá-la se não tomar cuidado.
Para terminar esta análise: Não há como não ir com a cara de Elite Beat Agents, o jogo se apresenta de forma excelente com seu humor descompromissado e coreografias hilárias por parte dos agentes. A seleção de música ajuda ainda mais em aumentar a qualidade, quase sempre colaborando com as cenas do jogo. Sua jogabilidade ritmada e inteligente facilmente agradará qualquer um que esteja procurando diversão no Nintendo DS.
O melhor de tudo? Você pode jogar o game tanto com amigos que possuem o cartucho quanto com os que não possuem, via Wi-Fi. E, cá entre nós, os cômicos agentes de Elite Beat Agents são bem melhores que os histéricos lideres de torcida. Ponto para a Nintendo of America.