PRÓS
Muito boa idéia
Design dos exercícios
Ferramentas aplicadas
Originalidade
CONTRAS
O reconhecimento de escrita pode ser chato com os mais tortos
Que os jogos que tanto amamos tem um importante efeito em nossa habilidade para raciocinar, refletir, deduzir e de resolver problemas, quase todos já sabem. E não é difícil entender o porquê: A maioria dos jogos requerem pensamentos rápidos, excelentes reflexos e uma certa dose de concentração mental. Porém, chega a ser engraçado que o título que facilmente prova essa tese com certeza não chega a ser um jogo realmente.
Em Brain Age, não há ganhadores nem perdedores. Baseado nos livros do Doutor Ryuta Kawashima (que aparece no jogo em sua versão poligonal), a idéia é elevar gradualmente sua inteligência prática através de exercícios diários que aumentam o fluxo sanguíneo em partes vitais do cérebro humano.
Então, pela frente você terá desafios como cálculos, no qual se deve resolver uma série de problemas básicos de matemática, head count, que o desafia a contar velozmente o número de pessoas que entram e saem de uma casa e Word Memory que basicamente envolve memorizar o maior numero de palavras com quatro letras possíveis em dois minutos, trabalhando sua concentração e memória.
A maioria desses exercícios podem parecer similares à primeira vista, mas do mesmo jeito que há várias formas de se exercitar os músculos do braço ou do abdômen, o mesmo acontece com seu cérebro. Em geral, o apelo de Brain Age é universal e, ainda que o público mais jovem possa se afastar de um ‘jogo' que se pareça tanto com seus deveres de casa, este oferece certa diversão principalmente quando suas capacidades multiplayer são acionadas.
Uma rodada de cálculos X10 ou X100 se torna muito mais interessante quando estão em jogo os orgulhos intelectuais de um grupo de pessoas. Ele serve bem até para aqueles mais velhos que já estão enferrujados e não mechem com números há tempos.
Brain Age é um dos títulos que mostra com mais perfeição as capacidades do Nintendo DS. Primeiramente, ele deve ser virado e usado como um livro, segundo que a tela sensível como sempre volta à ação. Em terceiro aparece o reconhecimento de escrita, que embora não seja perfeito, funciona na maioria das vezes e pode ser usado até para refinar sua caligrafia e em quarto ainda temos o reconhecimento de voz. Tudo isso e mais um pouco passa uma sensação de interatividade única que só o pequeno da Nintendo costuma passar, que a maioria das pessoas tanto gosta.
Mesmo que os efeitos dos treinos não sejam imediatos, só a interatividade e dinamicidade com que eles são aplicados já acabam sendo suficientes para você imaginar que esteja pensando mais claramente. Brain Age não é um jogo e não pode ser chamado de educativo (porque não ensina nada), se parece mais com uma ferramenta que afia seu raciocínio não só para jogos, quanto para a vida.
Se você procura algo do tipo, nada como as lições do Doutor Kawashima.