PRÓS
A verdadeira formula da série
Ótima animação dos personagens
Cenários super detalhados
Músicas excelentes
CONTRAS
O uso da caneta pode vir a atrapalhar
Não faz nada para se distinguir entre a série
Após todos esses anos, é sempre bom ver que a Konami continua e provavelmente continuará investindo nas aparições 2D de Castlevania. Não me levem a mal, não sou um daqueles puritanos amantes dos sprites, quero mais é que as aparições 3D da série se igualem ao nível de suas contrapartes bidimensionais. Ainda assim, não tem nada como o bom e velho estilo da série se mostrando em meio aos bump mappings e pixel shaders da vida.
Castlevania: Dawn of Sorrow, como já era de se esperar, segue a linha estabelecida há anos pela franquia multimilionária da Konami. O jogo novamente coloca você na pele de Soma Cruz, um dos novos heróis da série, reencarnação do todo poderoso Drácula, que finalmente fora morto em 1999.
Eu já mencionei que esse jogo se passa em 2037? De qualquer forma, agora você já sabe, mas não precisa se preocupar. Como o jogo anterior lançado ainda nos tempos do GameBoy Advance, 90% da história ocorre em construções antigas e se você pegasse o jogo do meio, nem notaria diferença.
Falando em jogabilidade? Esta praticamente continua idêntica aos jogos anteriores, o que definitivamente é algo bom. Soma pode ir absorvendo a alma de seus inimigos a medida que os derrota e, com isso, ganhando novas habilidades, podendo ser de ataque, ajuda ou passiva, influenciando diretamente no status do personagem. As armas agora não são tão freqüentes no jogo e para conseguir novos tipos, deve-se ir até Yoko, uma das companheiras de Soma, e evoluir a arma com o tipo de alma que esta pede, nada muito difícil.
A única coisa chata que achei ao jogar o novo episódio da saga foi ter de usar a canetinha "stylus". Eu gostaria que as empresas não se sentissem na obrigação de usar as capacidades de "toque" do Nintendo DS só porque estas existem. Agora, quando os chefes são derrotados, você deverá desenhar uma espécie de selo mágico na tela para que este seja definitivamente derrotado, caso contrário, ele volta com aproximadamente 25% de vida e com chance de te matar.
Fora isso nada mais mudou. Você ainda terá que correr pelos incontáveis corredores do castelo amaldiçoado pertencente ao misterioso culto que tenta por um fim em Soma e ressuscitar o Senhor da Noite. Em geral, o jogo é bem amigável, velhos de guerra da série dificilmente se encontrarão empacados, tanto em quebra cabeças quanto nos monstros, a não ser mais para o final do jogo. Outra coisa legal é que agora o mapa do castelo e o status do seu personagem podem ser vistos na tela de cima, facilitando muito na hora do jogo.
Graficamente o jogo brilha como nunca antes, podendo ser comparado a dita por muitos obra prima da Konami, Symphony of the Night, com cenários artisticamente detalhados, dando muito mais vida a estes, aumentando drasticamente o nível de detalhes dos ambientes e chegando a um patamar nunca antes visto na série e, muito menos, em um portátil.
Soma e o resto dos personagens, como já esperado, são animados ponto a ponto por sprites e exibem uma gama de movimentos extremamente maior do que da última versão. É muito legal ver o personagem principal ter um movimento único para cada tipo de arma, os efeitos de luzes e partículas também se mostram claramente, como nas magias gigantescas tanto dos inimigos, quanto de Soma.
Falando nos inimigos, parte deles foi reaproveitada da última versão lançada no GBA, porém, agora em maior resolução e com novas animações. Os exclusivos dessa nova versão dão um show de animação 2D e mostram que o estilo ainda pode continuar bem vivo mesmo com a chegada da nova geração. Dificilmente algo atrapalha no jogo quando o assunto são os gráficos.
Do ponto de vista sonoro, já posso ir dizendo que é tudo aquilo que você espera, isso é, se você já é um velho de guerra da série. Se não, bom, as músicas do jogo, como sempre, são incrivelmente cativantes e misturam arranjos arcaicos à batidas eletrônicas de uma forma que apenas Castlevania sabe fazer.
Os efeitos sonoros deram aquela evoluída esperada, os golpes de espadas e outras armas soam mais reais, juntamente com os monstros que são cortados, explodidos, pulverizados e outros tipos de mortes que você pensar. Infelizmente não foi dessa vez que o jogo ganhou uma dublagem total das falas, continuando apenas com aquelas pequenas frases pré-programadas, nesse quesito ficando atrás de seu antecessor lançado no PlayStation.
Resumindo, pode se dizer que Castlevania: Dawn of Sorrow era um dos jogos que estavam fazendo falta no DS. Com mais de dez horas de jogo, muitos extras e até um personagem secreto, fãs e não fãs da série acharão muito com o que se divertir no novo título da série. Quanto ao uso da caneta no jogo, a idéia pode não ter sido uma das mais felizes, mas ninguém pode reclamar que a Konami não tentou inovar.