PRÓS
Trilha sonora decente
Gráficos bem compostos
Ambientação de primeira
Enredo interessante
Quebra-cabeças inteligentes
CONTRAS
Quebra-cabeças não são para todos
Você consegue imaginar jogos tensos como Silent Hill e Resident Evil sendo jogados na tela de um celular? Não estou falando do poderoso iPhone. Bom, eu sei, não casa muito. A base deste gênero chamado de Survival Horror sempre foi a construção de ambientes insólitos e aterrorizantes, coisa que, convenhamos, não costumamos ver acontecer em um celular. Mas, existe jeito para tudo.
Então, quando confrontados pela necessidade de se criar um Silent Hill para os celulares, o pessoal da Konami pensou da forma certa e adaptou a franquia para o lendário estilo Point & Click que fez jogos famosos como Myst e D. E assim nasceu Silent Hill: Orphan, a história de um homem chamado Ben que, quando criança, vivia no chamado orfanato de Sheppard, até que durante uma estranha noite a maioria das crianças e adultos simplesmente morreram. Como um dos poucos sobreviventes, Ben retorna àquele lugar enevoado para descobrir o que realmente aconteceu.
Você enxerga tudo em primeira pessoa e o stick do celular comanda o cursor principal que se altera conforme você passar por cima de objetos interativos. Ele pode servir para abrir gavetas, pegar itens, abrir portas, conversar e assim por diante. A maioria dos cenários são escuros e bem atmosféricos, a trilha sonora não é fenomenal como a dos videogames, mas ainda assim tenta constantemente passar aquele clima de solidão. Aos poucos, um jogo que parece ser uma aventura de exploração se torna algo muito mais interessante. Não vou dar spoilers, mas tudo melhora quando você descobre que não está sozinho.
Se você quiser uma dica: Seu cursor também pode se transformar em uma mira quando pressionado o botão "1". Então, não espere que o jogo seja inteiramente leitura e quebra-cabeças. Ainda assim, fica difícil recomendar o título para qualquer um que não tenha se aventurado antes pela franquia, pela dificuldade avançada dos quebra-cabeças. Estes necessitarão uma bela dose de paciência e vontade. Além disso, o jogo é literalmente pesado, e não falo apenas da atmosfera, mas outros elementos do cenário que aparecem conforme você vai progredindo pelo enredo.
Sobrevivendo ao pesadelo: Silent Hill: Orphan é um jogo excepcionalmente bem composto. Ele não quebra nenhuma barreira imposta pela plataforma, mas dispõe em sua telinha um mundo único e obscuro, no qual você interage fortemente e se envolve pelas quase quatro horas de jogo. Não é para todos, mas se você admira a série, não hesite em comprá-lo - compensa o preço.